Palavras

adormeceu-se

Derivado do verbo 'adormecer' + pronome 'se'.

Origem

Latim

Deriva do verbo latino 'dormire' (dormir) acrescido do pronome reflexivo 'se', que evoluiu do latim 'se'. A forma 'adormeceu-se' é uma conjugação do verbo 'adormecer' (tornar-se adormecido) com o pronome reflexivo em ênclise.

Mudanças de sentido

Latim/Português Arcaico

Significado literal de cair em sono, tornar-se adormecido. O uso reflexivo ('se') enfatiza a ação recaindo sobre o sujeito.

Português Contemporâneo

O sentido principal permanece o mesmo: cair em sono. No entanto, o uso da forma 'adormeceu-se' pode carregar uma conotação de formalidade, literariedade ou um registro mais arcaico em comparação com 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e obras literárias, já apresentavam a conjugação com pronome enclítico, indicando o uso da forma 'adormeceu-se' desde os primórdios da língua.

Momentos culturais

Literatura Clássica e Medieval

A forma 'adormeceu-se' é recorrente em obras literárias de autores como Luís de Camões e em textos bíblicos traduzidos para o português, onde a ênclise era a norma ou uma escolha estilística.

Literatura Brasileira do Século XIX e XX

Ainda presente em autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa, embora com uma tendência crescente para a próclise em outros contextos.

Vida digital

A forma 'adormeceu-se' é raramente encontrada em conteúdos digitais informais, como redes sociais e mensagens instantâneas, onde a preferência é por 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.

Pode aparecer em transcrições de textos literários ou em discussões sobre gramática e história da língua portuguesa.

Comparações culturais

Inglês: A construção reflexiva em inglês seria 'fell asleep' ou 'he/she/it fell asleep', onde o pronome reflexivo não é explicitamente marcado como em português. Espanhol: O equivalente seria 'se durmió', que utiliza a partícula reflexiva 'se' antes do verbo (próclise) ou, em alguns contextos, após o verbo ('durmióse'), similar à ênclise portuguesa, mas com a próclise sendo mais comum na América Latina. Francês: 's'endormit' (ele/ela adormeceu-se), onde o pronome reflexivo 's'' precede o verbo.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, 'adormeceu-se' é uma forma gramaticalmente correta, mas menos comum na fala cotidiana. Sua relevância reside em contextos literários, acadêmicos e em registros formais da língua, onde a ênclise ainda é empregada ou estilisticamente escolhida. A tendência geral é para o uso de 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O verbo 'dormir' vem do latim 'dormire', que por sua vez deriva da raiz proto-indo-europeia '*drem-', relacionada a sono e descanso. O pronome reflexivo 'se' é uma evolução do pronome latino 'se'. A forma 'adormeceu-se' é uma construção verbal com pronome enclítico, comum no português arcaico.

Evolução no Português

Séculos XIV-XVIII - A forma 'adormeceu-se' era amplamente utilizada na escrita e na fala, seguindo as regras gramaticais da época para a colocação pronominal enclítica após verbos no passado.

Mudança Gramatical e Uso Atual

Séculos XIX-XXI - Com a evolução da gramática normativa do português brasileiro, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais comum em diversos contextos, especialmente no início de frases e após certas palavras. A ênclise (pronome depois do verbo) como em 'adormeceu-se' passou a ser vista como mais formal ou literária, embora ainda correta. No português brasileiro contemporâneo, 'adormeceu-se' é menos frequente na fala cotidiana, sendo substituída por 'se adormeceu' ou simplesmente 'adormeceu' (quando o reflexivo não é estritamente necessário ou é implícito).

adormeceu-se

Derivado do verbo 'adormecer' + pronome 'se'.

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