adormeceu-se
Derivado do verbo 'adormecer' + pronome 'se'.
Origem
Deriva do verbo latino 'dormire' (dormir) acrescido do pronome reflexivo 'se', que evoluiu do latim 'se'. A forma 'adormeceu-se' é uma conjugação do verbo 'adormecer' (tornar-se adormecido) com o pronome reflexivo em ênclise.
Mudanças de sentido
Significado literal de cair em sono, tornar-se adormecido. O uso reflexivo ('se') enfatiza a ação recaindo sobre o sujeito.
O sentido principal permanece o mesmo: cair em sono. No entanto, o uso da forma 'adormeceu-se' pode carregar uma conotação de formalidade, literariedade ou um registro mais arcaico em comparação com 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e obras literárias, já apresentavam a conjugação com pronome enclítico, indicando o uso da forma 'adormeceu-se' desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
A forma 'adormeceu-se' é recorrente em obras literárias de autores como Luís de Camões e em textos bíblicos traduzidos para o português, onde a ênclise era a norma ou uma escolha estilística.
Ainda presente em autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa, embora com uma tendência crescente para a próclise em outros contextos.
Vida digital
A forma 'adormeceu-se' é raramente encontrada em conteúdos digitais informais, como redes sociais e mensagens instantâneas, onde a preferência é por 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.
Pode aparecer em transcrições de textos literários ou em discussões sobre gramática e história da língua portuguesa.
Comparações culturais
Inglês: A construção reflexiva em inglês seria 'fell asleep' ou 'he/she/it fell asleep', onde o pronome reflexivo não é explicitamente marcado como em português. Espanhol: O equivalente seria 'se durmió', que utiliza a partícula reflexiva 'se' antes do verbo (próclise) ou, em alguns contextos, após o verbo ('durmióse'), similar à ênclise portuguesa, mas com a próclise sendo mais comum na América Latina. Francês: 's'endormit' (ele/ela adormeceu-se), onde o pronome reflexivo 's'' precede o verbo.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'adormeceu-se' é uma forma gramaticalmente correta, mas menos comum na fala cotidiana. Sua relevância reside em contextos literários, acadêmicos e em registros formais da língua, onde a ênclise ainda é empregada ou estilisticamente escolhida. A tendência geral é para o uso de 'se adormeceu' ou 'adormeceu'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'dormir' vem do latim 'dormire', que por sua vez deriva da raiz proto-indo-europeia '*drem-', relacionada a sono e descanso. O pronome reflexivo 'se' é uma evolução do pronome latino 'se'. A forma 'adormeceu-se' é uma construção verbal com pronome enclítico, comum no português arcaico.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma 'adormeceu-se' era amplamente utilizada na escrita e na fala, seguindo as regras gramaticais da época para a colocação pronominal enclítica após verbos no passado.
Mudança Gramatical e Uso Atual
Séculos XIX-XXI - Com a evolução da gramática normativa do português brasileiro, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais comum em diversos contextos, especialmente no início de frases e após certas palavras. A ênclise (pronome depois do verbo) como em 'adormeceu-se' passou a ser vista como mais formal ou literária, embora ainda correta. No português brasileiro contemporâneo, 'adormeceu-se' é menos frequente na fala cotidiana, sendo substituída por 'se adormeceu' ou simplesmente 'adormeceu' (quando o reflexivo não é estritamente necessário ou é implícito).
Derivado do verbo 'adormecer' + pronome 'se'.