afastar-nos-emos
Derivado do verbo 'afastar' com o pronome 'nos' e a desinência de futuro do presente 'emos'.
Origem
Deriva do latim 'affastare' (afastar), de 'ad' (para, junto) + 'vastus' (vazio, deserto, imenso). A conjugação 'afastar-nos-emos' é uma forma verbal do futuro do indicativo, primeira pessoa do plural, com pronome oblíquo átono posposto, característica do português arcaico e formal.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'afastar' (distanciar, separar, desviar) permaneceu estável. A mudança principal reside na frequência e no registro de uso da conjugação específica 'afastar-nos-emos', que evoluiu de uma forma comum em textos formais para uma construção arcaica e rara no português brasileiro contemporâneo.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como as cantigas galego-portuguesas e documentos administrativos, já apresentavam conjugações verbais com pronomes oblíquos pospostos, incluindo formas similares a 'afastar-nos-emos'.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam emular um estilo clássico ou formal, como romances históricos ou poesia erudita.
Pode ser encontrada em traduções de obras estrangeiras que mantiveram a formalidade da língua original, ou em discursos acadêmicos e jurídicos.
Vida digital
A forma 'afastar-nos-emos' raramente aparece em buscas online, exceto em consultas sobre gramática normativa, etimologia ou em trechos de textos antigos.
Não há registros de viralizações ou memes associados diretamente a esta conjugação específica, dada sua natureza arcaica e formal.
Comparações culturais
Inglês: A forma equivalente em inglês seria 'we shall distance ourselves' ou 'we will distance ourselves', com 'shall' sendo mais formal e arcaico, similar à formalidade de 'afastar-nos-emos'. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'nos afastaremos', que é a conjugação padrão e atual do futuro do indicativo, primeira pessoa do plural, com pronome oblíquo posposto, mantendo uma similaridade estrutural com o português, mas sem o caráter arcaico.
Francês: 'Nous nous éloignerons', onde o pronome oblíquo precede o verbo, seguindo a tendência moderna. Italiano: 'Ci allontaneremo', também com o pronome antes do verbo.
Relevância atual
A relevância da forma 'afastar-nos-emos' no português brasileiro atual é estritamente acadêmica, literária ou histórica. Seu uso na comunicação cotidiana é praticamente inexistente, sendo substituída por construções mais modernas e naturais como 'nós nos afastaremos' ou 'a gente vai se afastar'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'afastar' deriva do latim 'affastare', que por sua vez vem de 'ad' (para, junto) + 'vastus' (vazio, deserto, imenso). A forma 'afastar-nos-emos' é uma conjugação verbal futura do indicativo, primeira pessoa do plural, do verbo 'afastar', com o pronome oblíquo átono 'nos' e a terminação '-emos' indicando futuro. Essa estrutura é característica do português arcaico e ainda presente em registros formais.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - O verbo 'afastar' e suas conjugações, incluindo formas como 'afastar-nos-emos', eram comuns na escrita formal e literária. A estrutura com pronome oblíquo antes do verbo ('nos afastaremos') começou a ganhar preferência no português europeu, mas no Brasil, a forma com pronome após o verbo ('afastar-nos-emos') manteve-se em uso, especialmente em contextos mais eruditos ou em textos que buscavam um tom mais elevado.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX e Atualidade - A forma 'afastar-nos-emos' é considerada arcaica e pouco usual na fala cotidiana e na escrita informal do português brasileiro. É encontrada predominantemente em textos literários de época, documentos históricos, ou em contextos que intencionalmente buscam um registro formal ou poético. A forma mais comum e natural no Brasil é 'nós nos afastaremos' ou, em contextos informais, 'a gente vai se afastar'.
Derivado do verbo 'afastar' com o pronome 'nos' e a desinência de futuro do presente 'emos'.