afastar-nos-emos

Derivado do verbo 'afastar' com o pronome 'nos' e a desinência de futuro do presente 'emos'.

Origem

Século XIII

Deriva do latim 'affastare' (afastar), de 'ad' (para, junto) + 'vastus' (vazio, deserto, imenso). A conjugação 'afastar-nos-emos' é uma forma verbal do futuro do indicativo, primeira pessoa do plural, com pronome oblíquo átono posposto, característica do português arcaico e formal.

Mudanças de sentido

Século XIII - Atualidade

O sentido fundamental de 'afastar' (distanciar, separar, desviar) permaneceu estável. A mudança principal reside na frequência e no registro de uso da conjugação específica 'afastar-nos-emos', que evoluiu de uma forma comum em textos formais para uma construção arcaica e rara no português brasileiro contemporâneo.

Primeiro registro

Idade Média

Registros de textos em português arcaico, como as cantigas galego-portuguesas e documentos administrativos, já apresentavam conjugações verbais com pronomes oblíquos pospostos, incluindo formas similares a 'afastar-nos-emos'.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que buscavam emular um estilo clássico ou formal, como romances históricos ou poesia erudita.

Século XX

Pode ser encontrada em traduções de obras estrangeiras que mantiveram a formalidade da língua original, ou em discursos acadêmicos e jurídicos.

Vida digital

A forma 'afastar-nos-emos' raramente aparece em buscas online, exceto em consultas sobre gramática normativa, etimologia ou em trechos de textos antigos.

Não há registros de viralizações ou memes associados diretamente a esta conjugação específica, dada sua natureza arcaica e formal.

Comparações culturais

Inglês: A forma equivalente em inglês seria 'we shall distance ourselves' ou 'we will distance ourselves', com 'shall' sendo mais formal e arcaico, similar à formalidade de 'afastar-nos-emos'. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'nos afastaremos', que é a conjugação padrão e atual do futuro do indicativo, primeira pessoa do plural, com pronome oblíquo posposto, mantendo uma similaridade estrutural com o português, mas sem o caráter arcaico.

Francês: 'Nous nous éloignerons', onde o pronome oblíquo precede o verbo, seguindo a tendência moderna. Italiano: 'Ci allontaneremo', também com o pronome antes do verbo.

Relevância atual

A relevância da forma 'afastar-nos-emos' no português brasileiro atual é estritamente acadêmica, literária ou histórica. Seu uso na comunicação cotidiana é praticamente inexistente, sendo substituída por construções mais modernas e naturais como 'nós nos afastaremos' ou 'a gente vai se afastar'.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O verbo 'afastar' deriva do latim 'affastare', que por sua vez vem de 'ad' (para, junto) + 'vastus' (vazio, deserto, imenso). A forma 'afastar-nos-emos' é uma conjugação verbal futura do indicativo, primeira pessoa do plural, do verbo 'afastar', com o pronome oblíquo átono 'nos' e a terminação '-emos' indicando futuro. Essa estrutura é característica do português arcaico e ainda presente em registros formais.

Evolução no Português

Idade Média a Século XIX - O verbo 'afastar' e suas conjugações, incluindo formas como 'afastar-nos-emos', eram comuns na escrita formal e literária. A estrutura com pronome oblíquo antes do verbo ('nos afastaremos') começou a ganhar preferência no português europeu, mas no Brasil, a forma com pronome após o verbo ('afastar-nos-emos') manteve-se em uso, especialmente em contextos mais eruditos ou em textos que buscavam um tom mais elevado.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XX e Atualidade - A forma 'afastar-nos-emos' é considerada arcaica e pouco usual na fala cotidiana e na escrita informal do português brasileiro. É encontrada predominantemente em textos literários de época, documentos históricos, ou em contextos que intencionalmente buscam um registro formal ou poético. A forma mais comum e natural no Brasil é 'nós nos afastaremos' ou, em contextos informais, 'a gente vai se afastar'.

afastar-nos-emos

Derivado do verbo 'afastar' com o pronome 'nos' e a desinência de futuro do presente 'emos'.

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