afastemo-nos
Derivado do verbo 'afastar' (origem incerta, possivelmente do latim 'ab' + 'fastigium') + pronome oblíquo 'nos'.
Origem
Deriva do verbo latino 'ab' (longe) + 'fastigium' (cume, topo) ou 'fastidire' (enfastiar-se, desgostar-se). A forma 'afastemo-nos' é a primeira pessoa do plural do imperativo afirmativo do verbo reflexivo 'afastar-se', com o pronome 'nos' em ênclise.
Mudanças de sentido
Distanciamento físico, separação, desvio, desgosto.
O sentido central de distanciamento físico ou moral se mantém, mas a forma 'afastemo-nos' adquire um caráter mais formal e menos usual na fala cotidiana, sendo substituída por construções perifrásticas como 'vamos nos afastar' ou 'nos afastemos'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos legais da época, como as Ordenações do Reino, que utilizavam a ênclise de pronomes oblíquos em imperativos afirmativos. (Referência: Corpus de Textos Antigos do Português)
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como as de Camões, e em textos religiosos, onde a formalidade da linguagem era essencial. (Referência: Literatura Portuguesa Clássica)
Utilizado em discursos políticos e jurídicos que demandavam precisão e formalidade gramatical. (Referência: Documentos Históricos do Brasil Império)
Vida emocional
A forma 'afastemo-nos' carrega um peso de formalidade e, por vezes, de distanciamento ou até de um certo tom de despedida ou de decisão irrevogável, dependendo do contexto. Não evoca emoções fortes no uso contemporâneo, mas sim um senso de gramática correta e formal.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'let us distance ourselves' ou 'let us move away', que também soa formal. O uso do imperativo com 'let us' é similar à formalidade de 'afastemo-nos'. Espanhol: 'Apartémonos' ou 'Alejémonos'. A ênclise do pronome oblíquo no imperativo é uma característica compartilhada com o português, mantendo a formalidade. Francês: 'Éloignons-nous', também uma forma imperativa com pronome enclítico, mantendo um tom formal.
Relevância atual
A forma 'afastemo-nos' é raramente usada na comunicação informal brasileira. Sua relevância reside em contextos acadêmicos, literários, religiosos e jurídicos, onde a manutenção da norma culta e da gramática tradicional é valorizada. Em contrapartida, construções como 'vamos nos afastar' ou 'nos afastemos' são as mais comuns e relevantes no dia a dia.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'afastar' deriva do latim 'ab' (longe) + 'fastus' (relativo a 'fastigium', cume, topo, mas também a 'fastidire', enfastiar-se, desgostar-se). A forma 'afastemo-nos' é a primeira pessoa do plural do imperativo afirmativo do verbo 'afastar-se', com o pronome oblíquo átono 'nos' enclítico, uma construção comum no português arcaico e clássico.
Evolução e Uso Arcaico
Séculos XIV-XVIII - A forma 'afastemo-nos' era utilizada em contextos formais e literários, refletindo a norma gramatical da época. O sentido principal era o de distanciamento físico ou moral. O verbo 'afastar' já possuía os sentidos de 'tornar distante', 'separar', 'desviar', 'desgostar'.
Mudança Gramatical e Uso Moderno
Séculos XIX-XX - Com a evolução da gramática normativa do português, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais comum em muitos contextos, embora a ênclise (pronome depois do verbo) ainda fosse mantida em frases afirmativas e no início de orações. A forma 'afastemo-nos' manteve-se correta, mas menos frequente em conversas informais, sendo substituída por 'vamos nos afastar' ou 'nos afastemos'.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XXI - A forma 'afastemo-nos' é predominantemente encontrada em textos literários, religiosos, jurídicos ou em discursos que buscam um tom mais elevado ou formal. No português brasileiro coloquial, a construção 'vamos nos afastar' ou 'nos afastemos' é mais comum. O sentido de distanciamento físico, emocional ou de evitar algo/alguém permanece.
Derivado do verbo 'afastar' (origem incerta, possivelmente do latim 'ab' + 'fastigium') + pronome oblíquo 'nos'.