Palavras

agoiro

Do latim 'augurium', derivado de 'avis' (ave).

Origem

Latim

Do latim 'augurium', que significa 'adivinhação', 'profecia', 'presságio'. Relacionado à interpretação de sinais, especialmente o voo das aves.

Mudanças de sentido

Latim Clássico

Interpretação de sinais divinatórios, presságios.

Idade Média

Presságio, mau presságio, frequentemente com conotação negativa e supersticiosa.

Séculos XV-XIX

Consolidação do sentido de desgraça, infortúnio, mau presságio.

Atualidade

Sinônimo de mau presságio, desgraça, infortúnio. Uso mais restrito a contextos específicos ou expressões idiomáticas.

A palavra 'agoiro' é classificada como formal/dicionarizada, indicando que seu uso é mais comum em registros escritos ou em contextos que exigem um vocabulário mais elaborado, em contraste com termos mais coloquiais para presságio.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos literários e religiosos em português arcaico, refletindo a influência do latim e a disseminação de crenças populares.

Momentos culturais

Literatura Medieval e Renascentista

Presença em obras que abordam temas de destino, superstição e presságios, como em cantigas e romances de cavalaria.

Folclore Brasileiro

Incorporada em crenças populares e contos que narram infortúnios e desgraças, muitas vezes associada a sinais ou eventos específicos.

Vida emocional

Associada a sentimentos de apreensão, medo, fatalismo e desgraça. Carrega um peso negativo, sendo utilizada para descrever ou prenunciar eventos indesejados.

Comparações culturais

Inglês: 'Omen' (presságio, mau presságio), 'foreboding' (pressentimento de algo ruim). Espanhol: 'agüero' (presságio, augúrio), 'mal agüero' (mau presságio). O termo em português 'agoiro' compartilha uma raiz etimológica direta com o espanhol 'agüero', ambos derivados do latim 'augurium'. O inglês 'omen' tem origem germânica, mas carrega um sentido similar de prenúncio.

Relevância atual

A palavra 'agoiro' é formal/dicionarizada e seu uso é menos frequente no cotidiano falado, mas ainda compreendida como sinônimo de mau presságio ou desgraça. Mantém relevância em expressões idiomáticas como 'dar mau agouro' e em contextos literários ou regionais que preservam o vocabulário tradicional.

Origem Etimológica

Século XIII — do latim augurium, que significa 'adivinhação', 'profecia', 'presságio', derivado de 'avis' (ave) e 'gerere' (conduzir, anunciar). Originalmente, referia-se à prática de interpretar sinais divinos, especialmente através do voo das aves.

Entrada na Língua Portuguesa

Idade Média — A palavra 'agoiro' entra no português arcaico, mantendo o sentido de presságio ou mau presságio, frequentemente associado a superstições e crenças populares. O termo é registrado em textos literários e religiosos da época.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XV-XIX — O sentido de 'mau agouro' se consolida, associado a desgraças e infortúnios. A palavra é usada em contextos que descrevem eventos negativos ou prenúncios de desgraça. O uso formal é mantido em textos literários e religiosos, enquanto no uso popular pode adquirir conotações mais supersticiosas.

Uso Contemporâneo

Século XX e Atualidade — 'Agoiro' é predominantemente utilizada como sinônimo de mau presságio, desgraça ou infortúnio. Embora menos comum no discurso formal cotidiano, mantém-se em expressões idiomáticas e em contextos literários ou regionais. A palavra é identificada como formal/dicionarizada.

agoiro

Do latim 'augurium', derivado de 'avis' (ave).

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