alastrar-se
Do latim 'ad' (a, para) + 'rastrum' (grade, rastilho) + '-ar'.
Origem
Deriva do latim vulgar *adstravare*, com o sentido de 'cobrir, espalhar sobre'. Possível ligação com o latim clássico *sternere* (estender, espalhar). A forma 'alastrar' é uma evolução natural no português arcaico.
Mudanças de sentido
Propagação de males físicos e morais, como doenças, heresias ou vícios.
O sentido de 'espalhar-se' de forma geral se torna mais comum, abrangendo fenômenos naturais e sociais.
Mantém o sentido de propagação ampla, com forte uso em contextos de notícias, saúde pública e disseminação de informações digitais. → ver detalhes. O sentido de 'tornar-se amplo ou vasto' também é presente.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e textos religiosos, indicando o uso da palavra com o sentido de propagação.
Momentos culturais
Presente em obras literárias para descrever a expansão de epidemias ou a disseminação de ideias, como em romances históricos ou relatos de viagens.
Utilizada em letras de músicas para evocar a ideia de algo que se espalha rapidamente, como um sentimento, uma notícia ou um ritmo.
Vida digital
Frequente em manchetes de notícias online para descrever a rápida disseminação de informações ou eventos. Ex: 'Notícia se alastra pelas redes sociais'.
Usado em discussões sobre 'fake news' e a velocidade com que informações falsas se alastram.
Empregado em contextos de saúde para descrever a propagação de doenças, especialmente durante pandemias.
Comparações culturais
Inglês: 'to spread', 'to proliferate', 'to disseminate'. Espanhol: 'extenderse', 'propagarse', 'difundirse'. O conceito de 'alastrar-se' é universal, mas a sonoridade e a origem latina conferem uma nuance específica ao português.
Relevância atual
A palavra 'alastrar-se' mantém sua relevância no português brasileiro contemporâneo, especialmente em contextos jornalísticos e de saúde pública, onde a velocidade e a amplitude da propagação são cruciais. Sua sonoridade e origem latina conferem um tom formal, mas compreensível, à descrição de fenômenos de disseminação.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim vulgar *adstravare*, que significa 'cobrir, espalhar sobre', possivelmente relacionado ao latim clássico *sternere* (estender, espalhar). A forma 'alastrar' surge no português arcaico.
Uso Medieval e Moderno Inicial
Idade Média a Século XVIII - Utilizado para descrever a propagação de doenças, incêndios, ou mesmo de ideias e sentimentos. O sentido de 'espalhar-se amplamente' se consolida.
Consolidação no Português Brasileiro
Século XIX a XX - A palavra 'alastrar-se' se estabelece firmemente no vocabulário brasileiro, mantendo seu sentido principal de espalhar-se, propagar-se, comumente associado a fenômenos naturais, epidemias, mas também a influências culturais e sociais.
Uso Contemporâneo
Atualidade - Mantém o sentido de espalhar-se amplamente, sendo frequentemente empregado em contextos de notícias (notícias que se alastram), doenças (vírus que se alastra), e, metaforicamente, para descrever a disseminação de informações, modas ou comportamentos.
Do latim 'ad' (a, para) + 'rastrum' (grade, rastilho) + '-ar'.