alem-disto
Combinação das palavras 'além' e 'disto'.
Origem
Formada pela aglutinação do advérbio 'além' (do latim 'ad' + 'illam', significando 'para lá', 'em adição') e do pronome demonstrativo 'disto' (do latim 'de' + 'isto', indicando algo próximo ao falante ou ao interlocutor, mas que se adiciona ao que foi dito).
Mudanças de sentido
A locução adverbial 'além-disto' manteve seu sentido original de adicionar algo a uma ideia ou fato já mencionado. Não houve mudanças significativas em seu significado central, mas sim variações em sua percepção de formalidade dependendo do contexto.
Em alguns contextos informais do final do século XX e início do XXI, a expressão pode ser vista como um pouco mais formal do que alternativas como 'e mais', 'além do mais' ou 'ademais'. No entanto, sua clareza e utilidade a mantêm como uma opção válida e frequente.
Primeiro registro
Registros em textos da época, como cartas e crônicas, indicam o uso da locução adverbial com sua função aditiva. A fixação ortográfica como 'além-disto' (com hífen) se estabelece gradualmente.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como romances e poemas, onde era utilizada para construir argumentos ou adicionar detalhes descritivos.
Utilizada em discursos políticos e jornalísticos para introduzir novos pontos ou contra-argumentos.
Vida digital
A expressão 'além-disto' é frequentemente utilizada em blogs, artigos online e redes sociais para adicionar informações ou argumentos. Sua presença é orgânica e não associada a memes ou viralizações específicas, mas sim à sua função comunicativa.
Comparações culturais
Inglês: 'Furthermore', 'Moreover', 'Besides that'. Espanhol: 'Además de eso', 'Asimismo', 'Por otra parte'. Francês: 'De plus', 'En outre'. Alemão: 'Außerdem', 'Darüber hinaus'.
Relevância atual
A locução adverbial 'além-disto' continua sendo uma ferramenta linguística essencial no português brasileiro para a articulação de ideias e a adição de informações de forma clara e coesa. Sua relevância reside na sua funcionalidade comunicativa direta e na sua ampla aceitação em diversos registros linguísticos.
Origem e Entrada no Português
Século XVI - Formado pela junção do advérbio 'além' (do latim 'ad' + 'illam', indicando distância ou adição) e do pronome/advérbio 'disto' (do latim 'de' + 'isto', indicando algo que está distante). A expressão surge como uma locução adverbial para adicionar informações.
Evolução do Uso
Séculos XVII-XIX - Consolidação como locução adverbial comum na escrita formal e informal, indicando adição de ideias ou fatos. Uso frequente em textos literários e documentos oficiais.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX - A expressão mantém sua função aditiva. Anos 1980-1990 - Começa a ser percebida por alguns como ligeiramente formal ou até redundante em contextos muito informais, mas seu uso permanece robusto. Atualidade - Continua sendo uma locução adverbial amplamente utilizada no português brasileiro, tanto na fala quanto na escrita, para introduzir um novo elemento a uma ideia já apresentada.
Combinação das palavras 'além' e 'disto'.