algibeira
Do árabe hispânico *alǧibáya*, por sua vez do árabe clássico *ǧayba* (bolsa).
Origem
Do árabe hispânico *alǧíba*, derivado do árabe clássico *ǧība* (bolsa, saco). A influência árabe na Península Ibérica foi crucial para a introdução do termo.
Mudanças de sentido
Sentido genérico de bolsa ou saco, usado para carregar pertences, especialmente dinheiro.
Especialização para uma bolsa pequena, frequentemente embutida na roupa (casacas, calças).
Este período marca a transição para o conceito de 'bolso' como o conhecemos hoje, mas ainda com a denominação 'algibeira' para as versões mais elaboradas ou integradas à vestimenta.
Declínio de uso em favor de 'bolso' e outros termos mais comuns, com a evolução da moda e dos acessórios.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses e galegos indicam o uso da palavra, confirmando sua presença desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
A algibeira era um acessório comum na vestimenta da nobreza e burguesia europeia, aparecendo em descrições de trajes e em obras de arte que retratam a época.
Em literatura, a palavra pode aparecer em romances históricos ou descrições de vestimentas antigas, evocando um senso de nostalgia ou um período passado.
Comparações culturais
Inglês: 'Pocket' (termo genérico para bolso). Espanhol: 'Bolsillo' (termo genérico para bolso) ou 'Aljaba' (termo mais antigo e menos comum, também de origem árabe, para bolsa ou algibeira). Francês: 'Poche' (bolso).
Relevância atual
A palavra 'algibeira' é raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada formal, literária ou arcaica. O termo 'bolso' a substituiu amplamente no uso cotidiano. Sua presença é mais notada em estudos etimológicos, dicionários de termos antigos ou em contextos que buscam evocar um passado histórico.
Origem Etimológica
Século IX/X — do árabe hispânico *alǧíba*, que por sua vez deriva do árabe clássico *ǧība*, significando 'bolsa' ou 'saco'. A palavra chegou à Península Ibérica com os mouros.
Entrada no Português
Idade Média — A palavra 'algibeira' foi incorporada ao vocabulário da língua portuguesa, provavelmente através do contato com o árabe durante a Reconquista e a subsequente colonização. Inicialmente, referia-se a qualquer tipo de bolsa ou saco, especialmente os usados para guardar dinheiro ou objetos pequenos.
Evolução do Sentido e Uso
Séculos XV-XVIII — O sentido de 'algibeira' se especializa para uma bolsa menor, muitas vezes embutida na vestimenta, como em gibões, casacas e calças. O uso se torna comum na Europa e, consequentemente, no Brasil colonial. Século XIX-XX — A palavra mantém seu uso, mas com a popularização de roupas com bolsos externos e, posteriormente, com o advento de acessórios como carteiras e bolsas de mão, seu uso começa a declinar em favor de termos mais genéricos ou específicos.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Algibeira' é considerada uma palavra formal ou arcaica no português brasileiro, encontrada principalmente em contextos literários, históricos ou em regiões com forte influência de vocabulário mais antigo. Seu uso é raro no cotidiano, sendo substituída por 'bolso'.
Do árabe hispânico *alǧibáya*, por sua vez do árabe clássico *ǧayba* (bolsa).