amarillento
Do espanhol 'amarillento', diminutivo de 'amarillo' (amarelo).
Origem
Deriva do latim 'amārus' (amargo) com sufixo diminutivo, ou do italiano 'amarognolo' (amargo, adstringente). A forma 'amarillento' é mais característica do espanhol, mas o português a incorporou ou desenvolveu um termo similar com o sufixo '-ento', indicando semelhança ou qualidade de amarelo pálido.
Mudanças de sentido
Predominantemente descritivo, associado a tons de amarelo pálido, envelhecimento, palidez ou doença.
Mantém o sentido descritivo de cor amarela pálida, sem grandes alterações semânticas. Usado em contextos técnicos e literários.
Primeiro registro
Registros em dicionários e obras literárias portuguesas da época, indicando a adoção do termo a partir de influências ibéricas e italianas.
Momentos culturais
A cor amarillenta podia ser usada em descrições de paisagens melancólicas, objetos antigos ou para evocar uma atmosfera de decadência ou nostalgia em poemas e prosas.
Comparações culturais
Inglês: 'Yellowish' (amarelado), 'pale yellow'. Espanhol: 'Amarillento' (termo idêntico e de uso comum). Francês: 'Jaunâtre' (amarelado). Italiano: 'Giallognolo' (amarelado).
Relevância atual
A palavra 'amarillento' é utilizada principalmente em contextos descritivos e técnicos. Sua relevância reside na precisão da descrição de uma tonalidade específica de amarelo, sendo comum em áreas como artes plásticas, design, medicina (descrição de icterícia, por exemplo) e literatura.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do italiano 'amarognolo' (amargo, adstringente) ou diretamente do latim 'amārus' (amargo) com o sufixo diminutivo '-ellus' (que se tornou '-ejo' em italiano e '-ejo' ou '-ento' em português). A forma 'amarillento' é mais comum em espanhol, mas o português adota o sufixo '-ento' para formar adjetivos a partir de substantivos ou adjetivos, indicando qualidade ou semelhança. A entrada no português se deu provavelmente através de influências literárias e lexicais do espanhol e italiano.
Uso Literário e Clássico
Séculos XVII-XIX — A palavra aparece em textos literários e descritivos, referindo-se a cores que remetem ao amarelo pálido, frequentemente associadas a objetos envelhecidos, doentes ou em decomposição. O uso é mais formal e descritivo, sem conotações negativas intrínsecas, apenas como descrição de cor.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A palavra mantém seu sentido descritivo de cor amarela pálida. É utilizada em contextos técnicos (tintas, pigmentos, análise de materiais) e em descrições literárias ou cotidianas. Não possui um peso emocional forte, sendo primariamente um termo de cor.
Do espanhol 'amarillento', diminutivo de 'amarillo' (amarelo).