Palavras

apagam-se

Verbo 'apagar' + pronome oblíquo átono 'se'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'appalare', com o sentido de 'tornar pálido', 'descolorir', 'apagar'. A forma verbal 'apagam-se' é uma conjugação na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ('apagam') com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise.

Mudanças de sentido

Latim/Português Arcaico

Sentido primário de tornar ilegível, descolorir, extinguir.

Português Moderno

Mantém os sentidos originais, com extensões para 'apagar da memória', 'desaparecer', 'cessar de existir'. Ex: 'As memórias se apagam com o tempo.' ou 'As luzes da cidade se apagam lentamente.'

Primeiro registro

Século XIII

Registros de textos em português arcaico já apresentam a conjugação verbal com pronome enclítico, como em 'apagam-se', seguindo a estrutura latina.

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras literárias de Camões e outros autores clássicos, onde a ênclise era a norma. Ex: 'Os dias de glória se apagam.'

Música Popular Brasileira

Utilizada em letras de músicas, muitas vezes com um tom melancólico ou reflexivo. Ex: 'As estrelas se apagam no céu.'

Vida digital

Atualidade

A forma 'apagam-se' é menos comum em contextos informais digitais, onde a próclise ('se apagam') ou construções mais diretas são preferidas. No entanto, aparece em textos formais online, notícias e artigos acadêmicos. Não há registros de viralizações ou memes específicos com esta forma verbal exata, mas o conceito de 'apagar' é recorrente em discussões sobre memória digital e conteúdo online.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'they fade away', 'they are extinguished', 'they are erased'. Espanhol: 'se apagan', 'se extinguen', 'se borran'. A construção com pronome reflexivo ('se') é comum em espanhol e português, refletindo uma ação que afeta o próprio sujeito ou ocorre de forma impessoal. Em inglês, a estrutura é mais variada, frequentemente usando voz passiva ou verbos intransitivos.

Relevância atual

Século XXI

A forma 'apagam-se' mantém sua relevância como uma construção gramaticalmente correta e estilisticamente adequada em contextos formais e literários no português brasileiro. Seu uso reflete a continuidade da norma culta e a riqueza das variações sintáticas da língua.

Origem Etimológica e Formação

Século XIII - O verbo 'apagar' deriva do latim 'appalare', que significa 'tornar pálido', 'descolorir', 'apagar'. A forma 'apagam-se' surge da conjugação verbal na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ('apagam') acrescida do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, uma construção comum no português arcaico e clássico.

Evolução no Português Arcaico e Clássico

Séculos XIV-XVIII - A construção 'apagam-se' era amplamente utilizada na escrita e na fala, seguindo as regras gramaticais da época. O pronome 'se' em ênclise era a norma, especialmente após verbos que terminavam em vogal. O sentido principal de 'apagar' (tornar ilegível, extinguir, apagar da memória) já estava consolidado.

Mudanças Gramaticais e Uso Moderno

Séculos XIX-XX - Com a evolução da gramática normativa do português, a próclise (pronome antes do verbo) ganhou preferência em muitos contextos, especialmente no Brasil. No entanto, a ênclise em 'apagam-se' permaneceu correta e frequente, especialmente em contextos mais formais ou literários, e em construções com sujeitos antepostos.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XXI - A forma 'apagam-se' continua em uso no português brasileiro, tanto na escrita quanto na fala, especialmente em contextos que exigem maior formalidade ou em construções específicas. O sentido de 'apagar' (desaparecer, extinguir, tornar ilegível, esquecer) mantém-se, com nuances dependendo do contexto.

apagam-se

Verbo 'apagar' + pronome oblíquo átono 'se'.

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