apagar-o-fogo

Composição do verbo 'apagar' com o artigo definido 'o' e o substantivo 'fogo'.

Origem

Latim

Deriva da junção do verbo latino 'ap(p)licare' (desligar, extinguir) com o substantivo latino 'focus' (chama, calor).

Português Antigo

A expressão se consolida no português, com 'apagar' assumindo o sentido de extinguir e 'fogo' referindo-se à chama ou ao incêndio.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Sentido literal: extinguir chamas, combater incêndios.

Século XX - Atualidade

Sentido figurado: resolver problemas urgentes, conter crises, pacificar conflitos. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

A transposição do sentido literal para o figurado ocorre pela analogia entre a urgência e o perigo de um incêndio e a necessidade de intervenção rápida para solucionar situações críticas em diversas esferas, como a política, a economia ou as relações interpessoais.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas e documentos administrativos que descrevem incidentes e ações de combate a incêndios em povoados coloniais.

Momentos culturais

Século XIX

Presença em relatos literários sobre a vida no Brasil Imperial, frequentemente associada a eventos dramáticos como incêndios em fazendas ou cidades.

Século XX

Popularização através de notícias sobre o trabalho dos bombeiros e em filmes e novelas que retratam situações de emergência.

Vida digital

Uso frequente em notícias e artigos sobre desastres naturais e ações de contenção.

Emprego em linguagem figurada em redes sociais para descrever a resolução de problemas ou crises.

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente retratada em filmes de ação e suspense, séries de televisão e novelas, onde a atuação de bombeiros para 'apagar o fogo' é um elemento central do enredo.

Comparações culturais

Inglês: 'to put out the fire', 'to extinguish the fire'. Espanhol: 'apagar el fuego', 'extinguir el fuego'. Ambas as línguas utilizam construções verbais diretas e literais para a ação de extinguir chamas, com usos figurados semelhantes para resolver crises.

Relevância atual

A expressão 'apagar o fogo' mantém sua relevância tanto no sentido literal, descrevendo a importante atuação dos bombeiros, quanto no sentido figurado, como uma metáfora para a resolução de problemas urgentes e a gestão de crises em um mundo cada vez mais complexo.

Origem e Formação

Século XVI - Formação do português brasileiro a partir do português europeu, com a junção do verbo 'apagar' (do latim *ap(p)licare*, no sentido de desligar, extinguir) e o substantivo 'fogo' (do latim *focus*, a chama, o calor). A expressão surge como uma descrição literal da ação de extinguir chamas.

Uso Colonial e Imperial

Séculos XVII a XIX - A expressão é utilizada em relatos de incêndios em vilas e cidades coloniais, em contextos de combate a incêndios florestais e em narrativas sobre a vida cotidiana, onde o controle do fogo era essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento.

Modernização e Urbanização

Séculos XIX e XX - Com o crescimento das cidades e a profissionalização dos corpos de bombeiros, a expressão 'apagar o fogo' ganha um caráter mais técnico e institucional, associada à atuação de brigadas de incêndio e à segurança pública.

Uso Contemporâneo

Século XXI - A expressão mantém seu sentido literal para descrever a extinção de incêndios, mas também pode ser usada metaforicamente para 'resolver' ou 'conter' problemas urgentes e perigosos, como em 'apagar o fogo da crise' ou 'apagar o fogo da discórdia'.

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Composição do verbo 'apagar' com o artigo definido 'o' e o substantivo 'fogo'.

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