apagaram-se
Derivado do verbo 'apagar' com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim 'appacare', que significa 'apagar', 'extinguir', 'cobrir'. Formado por 'ad-' (intensificador) e 'pax, pacis' (paz, tranquilidade), com a ideia de trazer silêncio ou calma, levando à extinção.
Mudanças de sentido
Sentido literal: extinguir chama, tornar sem luz, cobrir, desfazer traço.
Expansão para o abstrato: anular, esquecer, perder a memória, desfazer-se.
Declínio, desaparecimento gradual de qualidades, memórias, ou da própria existência. Perda de vivacidade ou registro.
A forma 'apagaram-se' (pretérito perfeito) descreve ações concluídas de desaparecimento ou extinção. Por exemplo, 'As luzes da cidade apagaram-se' ou 'As memórias da infância apagaram-se com o tempo'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e documentos legais, onde o verbo 'apagar' e suas conjugações reflexivas começam a aparecer com sentidos literais e incipientes de abstração.
Momentos culturais
Uso frequente em poesia e prosa para descrever o fim de amores, a perda de glória, o esquecimento de feitos históricos ou o declínio da beleza e da vida. Ex: 'As esperanças se apagaram'.
Presente em letras de canções para evocar nostalgia, perda ou o fim de relacionamentos. Ex: 'Os sonhos que tivemos se apagaram'.
Vida emocional
Associada a sentimentos de perda, melancolia, nostalgia, fim, esquecimento e desvanecimento. Carrega um peso de finalidade e irreversibilidade em muitos contextos.
Vida digital
A forma 'apagaram-se' aparece em buscas por significados de trechos literários ou musicais. Menos comum em gírias digitais diretas, mas presente em discussões sobre perda de dados ou memórias digitais.
Representações
Utilizada em diálogos de filmes, séries e novelas para descrever o fim de uma era, o desaparecimento de personagens, a perda de memórias importantes ou o fim de um evento. Ex: 'As luzes da festa se apagaram'.
Comparações culturais
Inglês: 'faded away', 'died out', 'were extinguished'. Espanhol: 'se extinguieron', 'se desvanecieron', 'se apagaron'. Francês: 'se sont éteints', 'se sont évanouis'. O conceito de extinção e desaparecimento é universal, mas a nuance etimológica ligada à 'paz' ou 'silêncio' no latim 'appacare' é específica do desenvolvimento do português e outras línguas românicas.
Relevância atual
A forma 'apagaram-se' continua sendo uma expressão verbal comum e compreendida no português brasileiro, utilizada para descrever o fim de fenômenos, a perda de registros ou o desaparecimento de elementos, tanto no sentido literal quanto figurado. Sua relevância reside na sua capacidade de evocar o fim e o esquecimento de forma concisa e poética.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim 'appacare', que significa 'apagar', 'extinguir', 'cobrir'. O verbo latino é formado por 'ad-' (prefixo de aproximação ou intensificação) e 'pax, pacis' (paz, tranquilidade), sugerindo a ideia de trazer calma ou silêncio, o que leva à extinção ou ao desaparecimento.
Entrada no Português e Primeiros Usos
Séculos XIII-XIV - O verbo 'apagar' e suas formas conjugadas, incluindo o reflexivo 'apagar-se', começam a ser documentados em textos em português. Inicialmente, o sentido principal era o de 'tornar sem luz', 'extinguir chama', 'cobrir com algo', 'desfazer traço'. O uso reflexivo 'apagar-se' indicava o desaparecimento ou a extinção de algo por si só.
Evolução de Sentido e Uso Figurado
Séculos XV-XIX - O sentido de 'apagar' se expande para o abstrato: 'desfazer', 'anular', 'esquecer', 'perder a memória'. O reflexivo 'apagar-se' passa a descrever o declínio, o desaparecimento gradual de qualidades, memórias ou da própria existência. Exemplos literários começam a surgir com essa conotação.
Uso Contemporâneo e Nuances
Séculos XX-XXI - A forma 'apagaram-se' (pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural do verbo reflexivo 'apagar-se') é amplamente utilizada em diversos contextos. Mantém os sentidos de extinção (luzes, fogos), desaparecimento (memórias, rastros) e declínio. No Brasil, pode aparecer em contextos poéticos, literários e cotidianos, referindo-se ao fim de algo, à perda de vivacidade ou à ausência de registro.
Derivado do verbo 'apagar' com o pronome reflexivo 'se'.