apropriavam-se
Derivado do verbo 'apropriar' com o pronome oblíquo átono 'se'. 'Apropriar' vem do latim 'appropriare', que significa 'tornar próprio'.
Origem
Do latim 'appropriare', que significa tornar próprio, possuir, tomar para si. O verbo 'appropriare' é formado por 'ad-' (a, para) + 'proprius' (próprio).
Mudanças de sentido
Tornar próprio, possuir.
Tomar posse, adquirir, com possíveis conotações de legalidade ou ilegalidade dependendo do contexto.
Consolidação do sentido de posse em contextos legais e de propriedade. Uso figurado para ideias e conceitos.
Mantém o sentido de tomar posse, com forte variação de conotação (legítima ou indevida) conforme o contexto. No Brasil, o verbo 'apropriar-se' é frequentemente usado em contextos de crimes como apropriação indébita.
A forma 'apropriavam-se' é a conjugação no pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado. O pronome 'se' é parte integrante do verbo pronominal 'apropriar-se', reforçando a ideia de que a ação recai sobre o próprio sujeito ou é feita para si.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e administrativos medievais em latim vulgar e nas primeiras formas do português.
Momentos culturais
Presente em obras literárias para descrever a aquisição de bens, terras ou até mesmo de características.
Utilizado em debates sobre propriedade, recursos naturais e direitos, frequentemente com carga de acusação de apropriação indevida.
Conflitos sociais
Apropriação de terras por colonizadores, apropriação de recursos naturais, apropriação cultural, apropriação indébita (crime).
Debates sobre apropriação cultural em arte e moda, apropriação de dados na era digital, e apropriação indébita em casos de corrupção e fraudes financeiras.
Vida emocional
A palavra 'apropriavam-se' carrega um peso que varia de neutro (tomar posse de algo de forma legítima) a fortemente negativo (roubar, usurpar, cometer crime).
Associada a sentimentos de injustiça, ganância, poder e, em alguns contextos, de conquista legítima.
Vida digital
Buscas frequentes em contextos de notícias sobre crimes financeiros e corrupção.
Uso em discussões online sobre apropriação cultural e direitos autorais.
Menos comum em memes ou internetês, mas pode aparecer em contextos de humor negro ou sátira sobre temas de corrupção.
Representações
Frequentemente utilizada em diálogos para descrever ações de personagens que tomam posse de bens, empresas ou segredos de forma ilícita.
Essencial para relatar casos de apropriação indébita, desvio de verbas e outras fraudes.
Comparações culturais
Inglês: 'appropriated' (usado de forma similar, com conotações de tomar posse, muitas vezes de forma indevida ou sem permissão, especialmente em 'cultural appropriation'). Espanhol: 'se apropiaban' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'apropiarse', com sentido muito similar ao português, indicando tomar posse ou tornar algo próprio).
Francês: 's'appropriaient' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 's'approprier', também com sentido de tomar posse).
Relevância atual
A forma 'apropriavam-se' continua sendo um termo jurídico e cotidiano crucial no Brasil para descrever atos de tomada de posse, especialmente quando há ilegalidade envolvida, como na apropriação indébita. A discussão sobre apropriação cultural também mantém a palavra relevante em debates sociais e acadêmicos.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'appropriare', que significa tornar próprio, possuir. Inicialmente, referia-se ao ato de tomar posse de algo, seja de forma legítima ou não.
Evolução de Sentido na Idade Média e Moderna
Idade Média - O termo 'apropriar' e suas variações começam a aparecer em textos jurídicos e religiosos, com nuances de posse e, por vezes, de apropriação indevida. Séculos XV-XVIII - Consolida-se o uso em contextos legais e de propriedade, mas também em sentido figurado, como 'apropriar-se de ideias'.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XIX até a Atualidade - A palavra 'apropriavam-se' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo apropriar-se) mantém seu sentido de tomar posse, tornar algo seu. No Brasil, é amplamente utilizada em contextos legais, econômicos e cotidianos, com forte conotação de posse, seja ela legítima ou ilícita, dependendo do contexto.
Derivado do verbo 'apropriar' com o pronome oblíquo átono 'se'. 'Apropriar' vem do latim 'appropriare', que significa 'tornar próprio'.