arredar
Do latim 'adrotare', que significa 'girar em torno'.↗ fonte
Origem
Do latim vulgar 'arredare', possivelmente derivado de 'redare' (dar para trás) ou de 'ad' (para) + 'redare', com o sentido de mover para trás, afastar. Relacionado à ideia de movimento e afastamento físico.
Mudanças de sentido
Sentido primário: mover para trás, afastar, retirar fisicamente. Ex: 'Arredar a mesa do canto'.
Desenvolvimento de sentidos de ceder, dar lugar, recuar em negociações ou disputas. Ex: 'Ele não arredou pé da sua posição'. Também 'desviar', 'mudar de rumo'.
Uso em declínio no português brasileiro geral, mas mantido em regionalismos e expressões idiomáticas. O sentido de 'afastar' ou 'mover' é o mais residual. Ex: 'Arredar o gado para o curral' (uso rural).
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, com o sentido de afastar ou mover. (Referência: Dicionários de etimologia e história da língua portuguesa).
Momentos culturais
Presente em textos literários e jurídicos da época, muitas vezes em contextos de posse de terra, disputas e negociações. A expressão 'não arredar pé' tornou-se idiomática.
Menos frequente na literatura de massa, mas ainda presente em obras que buscam resgatar a linguagem mais arcaica ou regional.
Vida emocional
A palavra 'arredar' carrega um peso de ação deliberada de afastamento ou recuo. Pode evocar sentimentos de teimosia (quando alguém 'não arredou pé') ou de resolução (quando se 'arredou' um obstáculo). Atualmente, seu uso pode soar um pouco formal ou arcaico, perdendo a carga emocional imediata que sinônimos mais comuns possuem.
Representações
Raramente aparece em produções audiovisuais modernas, exceto em contextos históricos ou para caracterizar personagens com fala mais antiga ou regional. A expressão 'não arredar pé' pode ser usada em diálogos para denotar firmeza.
Comparações culturais
Inglês: 'to move away', 'to shift', 'to yield'. Espanhol: 'apartar', 'retirar', 'ceder'. O conceito de afastar ou ceder existe em diversas línguas, mas a forma verbal específica e sua trajetória semântica são particulares do português.
Relevância atual
A palavra 'arredar' tem baixa relevância no vocabulário cotidiano do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos específicos, como expressões idiomáticas ('não arredar pé'), linguagem literária ou regional. Sinônimos mais diretos e de uso mais frequente a substituíram na comunicação geral.
Origem e Primeiros Usos
Século XIII - Derivado do latim 'arredare', que significa 'mover para trás', 'afastar', 'retirar'. Inicialmente, o verbo 'arredar' era usado para indicar o ato de afastar algo ou alguém fisicamente.
Evolução Semântica e Regionalismos
Séculos XIV a XIX - O sentido de 'afastar' se mantém, mas surgem usos regionais, especialmente em Portugal e no Brasil, com o significado de 'ceder', 'dar lugar', 'recuar' em uma negociação ou disputa. Também se desenvolve o sentido de 'desviar', 'mudar de rumo'.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - O verbo 'arredar' é menos comum no português brasileiro contemporâneo, sendo frequentemente substituído por sinônimos como 'afastar', 'mover', 'retirar', 'ceder' ou 'recuar'. No entanto, ainda é encontrado em contextos específicos, como em ditados populares, linguagem jurídica (em desuso) ou em algumas regiões do país com seus sentidos originais ou regionalizados.
Do latim 'adrotare', que significa 'girar em torno'.