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arrepiar-se

Derivado de 'arrepiar' + pronome reflexivo 'se'. 'Arrepiar' tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar *adripare, relacionado a 'ripa' (tábua, vara).

Origem

Latim Vulgar

Deriva de 'adripare', com possível ligação a 'ripa' (margem). O sentido original remete à ideia de 'chegar à margem', que evoluiu para a noção de eriçar-se, como um animal que se prepara para o ataque ou defesa ao atingir um limite.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

Sentido físico primário: eriçar os pelos.

Idade Média

Início da transposição para o sentido figurado: causar espanto ou temor, como algo que 'arrepia' a alma.

Renascimento e Barroco

Ampliação para incluir admiração intensa, um 'arrepio' de êxtase ou maravilha.

Atualidade

Coexistência dos sentidos físico e figurado. O sentido de espanto/medo é o mais comum em contextos de suspense e terror. O sentido de admiração é usado para expressar grande apreço ou emoção positiva. → ver detalhes O uso de 'arrepiar' para descrever uma experiência positiva e emocionante, como um show ou um momento de superação, é muito frequente no Brasil contemporâneo, muitas vezes associado a um sentimento de orgulho ou realização.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em latim vulgar e nos primórdios da língua portuguesa, com o sentido físico de eriçar os pelos, especialmente em animais.

Momentos culturais

Século XX

Popularização em filmes de terror e suspense, onde o 'arrepio' se torna um indicador visual e sensorial do medo.

Anos 1980-1990

Uso frequente em letras de músicas populares para descrever emoções intensas, tanto de medo quanto de paixão ou admiração.

Atualidade

Presença constante em narrativas de novelas, séries e filmes brasileiros, explorando os diferentes matizes do espanto, medo e admiração.

Vida emocional

Origem

Associado a reações instintivas de alerta, medo e defesa.

Desenvolvimento

Ampliado para abranger a gama de emoções humanas intensas: pavor, susto, admiração profunda, êxtase, orgulho.

Atualidade

Carrega um peso emocional significativo, sendo um indicador direto de reações fisiológicas e psicológicas fortes. É uma palavra que evoca uma resposta visceral.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Comum em comentários de redes sociais para descrever reações a conteúdos chocantes, emocionantes ou impressionantes. Usado em hashtags como #arrepiei, #quefrio, #emocionante.

Viralização

Vídeos de susto (jump scares), histórias de terror ou momentos de grande comoção frequentemente geram comentários com a palavra 'arrepiar' ou suas variações.

Memes

Pode aparecer em memes que retratam situações de extremo medo, surpresa ou admiração de forma humorística.

Representações

Cinema de Terror Brasileiro

Frequentemente utilizada em diálogos para descrever a sensação de medo provocada por eventos sobrenaturais ou assustadores.

Novelas e Séries

Usada para intensificar momentos de suspense, revelações chocantes ou cenas de grande emoção e admiração.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to give someone goosebumps' (literalmente 'dar arrepios de ganso') para o sentido físico e de admiração/medo. 'To send shivers down one's spine' para medo. Espanhol: 'erizar el vello' ou 'poner los pelos de punta' para o sentido físico e de medo. 'Causar escalofríos' também para medo. Francês: 'avoir la chair de poule' para o sentido físico e de admiração/medo. Alemão: 'Gänsehaut bekommen' para o sentido físico e de admiração/medo.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'arrepiar' mantém sua força e versatilidade no português brasileiro. É uma expressão vívida para descrever reações fisiológicas e emocionais intensas, sendo um componente essencial na comunicação de experiências de medo, espanto e admiração, tanto na linguagem falada quanto na escrita e digital.

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim vulgar 'adripare', que significa 'chegar à margem', possivelmente relacionado a 'ripa' (margem de rio). Inicialmente, o sentido físico de eriçar-se (pelos) já estava presente, associado a reações instintivas de animais.

Expansão Semântica e Uso Figurado

Séculos XIV-XVIII - O sentido figurado de causar espanto, medo ou admiração começa a se consolidar. A palavra passa a descrever reações emocionais intensas em humanos, não apenas físicas. O uso em literatura e relatos de experiências pessoais contribui para essa expansão.

Consolidação e Uso Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - O termo se estabelece plenamente no português, com seus sentidos físico (pelos eriçados) e figurados (espanto, medo, admiração) coexistindo. Torna-se comum em diversas esferas, da linguagem cotidiana à literatura e ao cinema.

arrepiar-se

Derivado de 'arrepiar' + pronome reflexivo 'se'. 'Arrepiar' tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar *adripare, relacionado a 'rip…

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