arruinarem
Derivado de 'ruína' + sufixo verbal '-ar'.
Origem
Do latim 'ruina', que significa queda, destruição, desmoronamento.
Evoluiu para 'ruina' com o mesmo sentido.
Formação do verbo 'arruinar' a partir de 'ruína', com o sentido de causar ruína, destruir.
Mudanças de sentido
Principalmente destruição física e ruína material de construções e cidades.
Expansão para ruína financeira, moral e social. O sentido de 'levar à falência' ou 'destruir a reputação' torna-se comum.
Mantém os sentidos anteriores, com ênfase em contextos econômicos e relacionais. A forma 'arruinarem' é usada em cenários hipotéticos ou de planejamento futuro, como em 'É crucial que eles não permitam que os concorrentes os arruinarem'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, onde o verbo 'arruinar' já aparece em uso.
Momentos culturais
Presente em obras que narram guerras, desastres naturais ou a queda de impérios, como em 'Os Lusíadas' de Camões, onde a ideia de ruína é recorrente.
Utilizado para descrever a decadência de personagens, famílias ou instituições, explorando a fragilidade da condição humana e social.
Conflitos sociais
A palavra podia ser usada para descrever a ruína econômica de pequenos proprietários ou a destruição de comunidades indígenas por colonizadores.
Em contextos de crise econômica ou social, 'arruinar' era frequentemente associado à falência de empresas, desemprego em massa ou à destruição de lares.
Vida emocional
A palavra carrega um peso semântico negativo forte, associado a perdas, desespero, fim e destruição. Evoca sentimentos de medo, tristeza e impotência.
Vida digital
A forma 'arruinarem' aparece em discussões online sobre finanças, investimentos, relacionamentos e planejamento de carreira, frequentemente em contextos de advertência ou de análise de riscos. Ex: 'Se eles não diversificarem, correm o risco de se arruinarem na próxima crise'.
Representações
Frequentemente utilizada em diálogos para descrever a queda de vilões, a destruição de fortunas ou o fim de relacionamentos importantes, como em tramas de reviravolta e desgraça.
Comparações culturais
Inglês: 'to ruin', 'to destroy', 'to wreck'. O conceito de ruína é universal, mas a forma verbal e suas conjugações específicas variam. Espanhol: 'arruinar', 'destruir'. O espanhol 'arruinar' é um cognato direto, com uso e sentido muito similares ao português. Francês: 'ruiner'. Alemão: 'ruinieren', 'zerstören'.
Relevância atual
A palavra 'arruinarem' continua relevante em português brasileiro, especialmente em contextos que envolvem riscos financeiros, sociais ou pessoais. É usada para expressar a possibilidade de destruição ou colapso, seja em nível individual, empresarial ou até mesmo social, mantendo sua carga semântica de perda e desgraça.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim vulgar 'ruina', que por sua vez vem do latim clássico 'ruina', significando queda, destruição. O verbo 'arruinar' surge em português como 'tornar ruína', 'destruir'. A forma 'arruinarem' é a terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo ou infinitivo pessoal do verbo arruinar.
Consolidação e Uso Medieval
Idade Média - O verbo 'arruinar' e suas conjugações, como 'arruinarem', já estavam estabelecidos na língua portuguesa, sendo utilizados em contextos de destruição física, ruína de cidades, fortificações e também em sentido figurado para a ruína moral ou financeira.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI - A palavra 'arruinarem' mantém seu sentido original de destruir, levar à ruína, mas seu uso se expande para contextos econômicos (arruinar um negócio), sociais (arruinar a reputação) e pessoais (arruinar a vida de alguém). A forma 'arruinarem' é empregada em construções hipotéticas ou futuras, como em 'Se eles não tomarem cuidado, vão se arruinarem'.
Derivado de 'ruína' + sufixo verbal '-ar'.