asquerosidade
Derivado de 'asqueroso', do latim 'obscenus', com influência do grego 'askros' (impuro).
Origem
Deriva do adjetivo 'asqueroso', com origem no latim 'exsecrabilis' (execrável, abominável) ou 'exsecrare' (amaldiçoar, detestar), possivelmente influenciado por 'caecus' (cego, obscuro). A formação do substantivo 'asquerosidade' ocorre em português para denotar a qualidade ou estado do que é asqueroso.
Mudanças de sentido
O sentido principal era estritamente ligado à repulsa física, imundície, sujeira e a algo moralmente detestável e repugnante.
O sentido original de nojo e repulsa é mantido, mas a palavra pode ser empregada de forma mais ampla para descrever comportamentos ou situações consideradas desagradáveis, antiéticas ou de péssimo gosto, por vezes com um tom de exagero ou ironia.
A formalidade da palavra 'asquerosidade' a restringe a contextos onde a intensidade da repulsa precisa ser expressa de maneira clara e sem ambiguidades, como em descrições literárias ou análises críticas.
Primeiro registro
Registros lexicográficos indicam o uso da palavra a partir do século XVI, consolidando-se como um termo formal para expressar a qualidade do que é asqueroso.
Momentos culturais
A palavra 'asquerosidade' é encontrada em obras literárias para descrever cenários sórdidos, personagens moralmente corruptos ou sentimentos de profunda aversão, contribuindo para a construção de atmosferas densas e desagradáveis.
Vida emocional
A palavra carrega um peso emocional intrinsecamente negativo, associado a sentimentos de nojo, repulsa, aversão e desaprovação profunda. É uma palavra que evoca reações viscerais e de forte rejeição.
Comparações culturais
Inglês: 'Filthiness', 'nastiness', 'squalor', 'repulsiveness'. O inglês tende a usar termos mais descritivos para a sujeira física ou a repulsa moral. Espanhol: 'asquerosidad', 'inmundicia', 'suciedad'. O espanhol mantém um cognato direto com um sentido muito similar. Francês: 'asquerosité' (raro), mais comum 'dégoût', 'saleté', 'ignominie'. O francês usa termos mais gerais para nojo ou sujeira. Italiano: 'schifezza', 'disgusto', 'sporcizia'. O italiano também possui um termo cognato, mas 'schifezza' é mais comum para expressar algo nojento.
Relevância atual
A palavra 'asquerosidade' mantém sua relevância como um termo formal e enfático para descrever o que causa repulsa extrema, seja no plano físico, moral ou comportamental. É utilizada em contextos que exigem precisão na expressão de aversão, como em críticas sociais, análises literárias ou descrições detalhadas de situações desagradáveis.
Origem e Entrada no Português
Século XVI - Deriva do adjetivo 'asqueroso', que por sua vez vem do latim 'exsecrabilis' (execrável, abominável) ou 'exsecrare' (amaldiçoar, detestar), com influência de 'caecus' (cego, obscuro). A palavra 'asquerosidade' surge como substantivo abstrato para qualificar o estado ou a qualidade do que é asqueroso.
Evolução do Sentido
Séculos XVI-XIX - Predominantemente associada a repulsa física, sujeira, imundície e algo moralmente repugnante. O uso se mantém ligado à conotação negativa e de aversão.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - Mantém o sentido original de repulsa e nojo, mas pode ser usada de forma hiperbólica ou irônica para descrever situações ou comportamentos considerados desagradáveis, antiéticos ou de mau gosto. A palavra 'asquerosidade' é formal e dicionarizada, encontrada em contextos literários, jornalísticos e acadêmicos.
Derivado de 'asqueroso', do latim 'obscenus', com influência do grego 'askros' (impuro).