assemelhavam-se
Do latim 'assimilare', que significa tornar semelhante. O pronome 'se' é um pronome oblíquo átono.
Origem
Deriva do latim *similis* (semelhante), através do latim vulgar *assimiliare*, que significa tornar semelhante. A forma pronominal 'assemelhar-se' indica a ação reflexiva ou recíproca de parecer com algo ou alguém.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'tornar-se semelhante' ou 'parecer com' é mantido desde a origem latina. A conjugação 'assemelhavam-se' sempre denotou uma ação passada, contínua ou habitual de semelhança entre sujeitos ou entre um sujeito e um objeto de comparação.
O sentido fundamental permanece inalterado. A forma 'assemelhavam-se' é mais comum em registros escritos formais. No discurso oral e informal, construções como 'eram parecidos', 'pareciam com' ou 'se pareciam' podem ser mais frequentes, mas 'assemelhavam-se' ainda é perfeitamente compreendida e usada em contextos que exigem formalidade.
A escolha entre 'assemelhavam-se' e outras formas pode depender do registro linguístico e do grau de formalidade desejado. Em textos literários, a forma pronominal pode ser preferida pela sua sonoridade e elegância.
Primeiro registro
Registros do português arcaico, a partir do século XIII, já apresentam o verbo 'assemelhar' e suas conjugações, incluindo formas que evoluíram para 'assemelhavam-se'. A documentação exata da primeira ocorrência da forma específica 'assemelhavam-se' é difícil de precisar, mas o verbo e suas flexões são atestados em textos medievais.
Momentos culturais
A forma 'assemelhavam-se' é recorrente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e José de Alencar, onde é utilizada para criar comparações detalhadas e evocar imagens vívidas em descrições de personagens, cenários e sentimentos.
Utilizada em documentos oficiais e narrativas históricas para estabelecer paralelos e descrever relações de semelhança entre eventos, pessoas ou instituições.
Comparações culturais
Inglês: 'they resembled' ou 'they used to resemble' (dependendo do contexto de habitualidade). Espanhol: 'se asemejaban' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo pronominal 'asemajarse'). Francês: 'ils se ressemblaient' (terceira pessoa do plural do imperfeito do indicativo do verbo pronominal 'se ressembler'). O conceito de semelhança e a estrutura pronominal são comuns em línguas românicas, com variações na conjugação e no uso de verbos específicos.
Relevância atual
A forma 'assemelhavam-se' mantém sua relevância no português brasileiro como um marcador de formalidade e precisão linguística. É encontrada em contextos acadêmicos, literários, jornalísticos e em qualquer comunicação que exija um registro mais elevado da língua. Sua compreensão é universal entre falantes de português, embora seu uso coloquial seja menos frequente.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'assemelhar' deriva do latim vulgar *assimiliare*, que por sua vez vem do latim clássico *similis* (semelhante). A forma pronominal 'assemelhar-se' surge para indicar a ação de tornar-se semelhante ou parecer com algo/alguém. A conjugação 'assemelhavam-se' é a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - O verbo 'assemelhar' e sua forma pronominal 'assemelhar-se' consolidam-se na língua portuguesa. A conjugação 'assemelhavam-se' é utilizada em textos literários e documentos para descrever semelhanças ou comparações em narrativas históricas, descrições e relatos. O uso é formal e literário.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A forma 'assemelhavam-se' continua a ser utilizada na norma culta, especialmente em textos formais, acadêmicos e literários. No português brasileiro coloquial, outras construções podem ser preferidas para expressar a ideia de semelhança, mas a forma verbal permanece compreendida e utilizada em contextos apropriados.
Do latim 'assimilare', que significa tornar semelhante. O pronome 'se' é um pronome oblíquo átono.