atingem-na
Do latim 'atingere', composto de 'ad-' (a, para) e 'tangere' (tocar). O pronome 'a' é de origem latina.
Origem
Deriva do verbo latino 'attingere', que significa tocar, alcançar, chegar a. A formação da frase com ênclise ('atingem-na') é um desenvolvimento gramatical do latim para o português.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'tocar' ou 'alcançar' se mantém. A mudança reside na estrutura gramatical e na colocação pronominal, não no significado lexical de 'atingir'.
O verbo 'atingir' pode ter múltiplos sentidos: alcançar um objetivo, ferir, tocar, chegar a um estado. A forma 'atingem-na' especifica que o objeto direto é feminino singular, como 'a meta', 'a cidade', 'a pessoa' (se referindo a uma mulher), etc. → ver detalhes. A ênclise em si não altera o sentido do verbo, mas indica um registro mais formal ou literário.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como documentos notariais e crônicas, já apresentavam a estrutura verbal com ênclise, embora a datação exata de 'atingem-na' seja difícil sem um corpus específico. A estrutura é inerente à evolução gramatical da língua.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis, José de Alencar e outros, que utilizavam a norma culta da época, incluindo a ênclise em construções formais.
Continua a aparecer em literatura, poesia e textos acadêmicos, como um marcador de formalidade e rigor gramatical.
Conflitos sociais
O debate entre ênclise e próclise é um ponto de atrito na norma culta. A preferência pela próclise no português brasileiro informal gera discussões sobre 'correção' gramatical, onde a ênclise como em 'atingem-na' pode ser vista como 'arcaica' ou 'pedante' por alguns, mas como 'correta' e 'elegante' por outros, especialmente em contextos formais.
Vida emocional
A forma 'atingem-na' carrega um peso de formalidade e erudição. Pode evocar sentimentos de respeito pela norma culta, mas também de distanciamento ou até mesmo de rigidez para falantes acostumados a construções mais flexíveis e informais.
Vida digital
A busca por 'atingem-na' em motores de busca geralmente está ligada a dúvidas gramaticais sobre a colocação pronominal ou à análise de textos literários e acadêmicos. Não é uma palavra comum em memes ou viralizações, dada sua natureza formal.
Representações
Pode aparecer em diálogos de personagens em novelas, filmes ou séries que representam figuras eruditas, acadêmicas, ou em cenas que exigem um registro de linguagem formal, como discursos políticos ou jurídicos.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura 'they reach it' (com 'it' referindo-se a um objeto feminino singular implícito ou já mencionado) é a forma padrão e não carrega o mesmo peso de formalidade. A colocação do pronome é fixa. Espanhol: 'las alcanzan' ou 'las llegan a' (se 'las' se refere a um objeto feminino plural) ou 'la alcanzan'/'la llegan a' (se 'la' se refere a um objeto feminino singular). A ênclise em espanhol existe ('alcanzanla'), mas a próclise ('las alcanzan') é mais comum em muitos contextos, similar ao português brasileiro. Francês: 'elles l'atteignent' (o pronome 'l'' precede o verbo, similar à próclise).
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'atingir' tem origem no latim 'attingere', que significa tocar, alcançar, chegar a. A forma 'atingem-na' é uma construção gramatical que se desenvolve com a evolução do latim vulgar para o português arcaico, com a ênclise (colocação do pronome após o verbo) sendo uma característica comum na época.
Evolução Gramatical e Uso Literário
Séculos XIV a XVIII - A estrutura 'verbo + pronome oblíquo átono' em ênclise, como em 'atingem-na', era amplamente utilizada na escrita formal e literária. O pronome 'a' refere-se a um objeto direto feminino singular, indicando que o sujeito (plural) alcança ou toca algo feminino.
Modernidade e Mudanças na Colocação Pronominal
Séculos XIX e XX - Com a influência de outras línguas e a simplificação gramatical, a próclise (pronome antes do verbo) ganha mais espaço no português brasileiro, especialmente em contextos informais. No entanto, a ênclise em 'atingem-na' ainda se mantém em textos formais, literários e em certas construções sintáticas específicas.
Atualidade: Uso e Contexto
Século XXI - A forma 'atingem-na' é gramaticalmente correta, mas menos frequente no português brasileiro falado e informal, onde se preferiria 'elas a atingem' ou 'eles a atingem'. Permanece em uso em textos formais, literários, jurídicos e em contextos onde a norma culta é rigorosamente seguida. A compreensão do pronome 'a' como referente a um objeto feminino singular é crucial para seu uso correto.
Do latim 'atingere', composto de 'ad-' (a, para) e 'tangere' (tocar). O pronome 'a' é de origem latina.