Palavras

ato-de-concessao

Composto por 'ato' (latim 'actus') e 'concessão' (latim 'concessio').

Origem

Latim

Deriva do latim 'concessio', que significa ato de conceder, permissão, outorga. O termo 'concedere' (conceder) é a raiz, indicando a ação de dar ou permitir algo.

Português Antigo

A palavra 'concessão' entra no português com o sentido de permissão ou privilégio concedido por autoridade. O termo 'ato-de-concessão' surge como uma especificação formal para descrever o documento ou o procedimento que formaliza essa permissão.

Mudanças de sentido

Período Colonial e Império

Referia-se a privilégios e direitos concedidos pela Coroa, como sesmarias e monopólios de exploração.

República Velha e Era Vargas

Amplia-se para a regulamentação da exploração de serviços públicos essenciais, como infraestrutura e comunicação.

Período Moderno e Contemporâneo

Torna-se um instrumento jurídico-administrativo fundamental para a delegação da prestação de serviços públicos à iniciativa privada, com foco em eficiência e investimento. → ver detalhes O sentido se especializa no âmbito do direito administrativo e da economia, designando um contrato complexo entre o poder público e o particular para a exploração de bens ou serviços públicos por prazo determinado, sob regras específicas e fiscalização estatal.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros em documentos oficiais da Coroa Portuguesa e do governo colonial brasileiro, como cartas régias, alvarás e provisões, que concediam direitos de exploração de recursos naturais e monopólios comerciais. O termo 'ato-de-concessão' como expressão composta pode ser encontrado em documentos mais formais e detalhados da época.

Momentos culturais

Século XX

Debates sobre a nacionalização e privatização de empresas estatais, onde os atos de concessão foram centrais nas discussões políticas e econômicas.

Anos 1990

O programa de privatizações no Brasil, impulsionado por governos democráticos, fez do termo 'ato-de-concessão' um vocábulo recorrente na mídia e no discurso público, associado à modernização da infraestrutura.

Atualidade

A discussão sobre a qualidade dos serviços públicos concedidos (transporte, saneamento, energia) e a necessidade de novas concessões para o desenvolvimento do país mantém o termo em evidência no debate público e político.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

Conflitos relacionados à qualidade dos serviços prestados sob concessão, aumento de tarifas, desapropriações e impactos ambientais de grandes obras concedidas. A disputa pelo controle e pela gestão de bens públicos gera tensões entre o Estado, a iniciativa privada e a sociedade civil.

Vida emocional

Período Colonial e Império

Associado a privilégio, poder e exclusividade para os detentores da concessão.

República Velha e Era Vargas

Percebido como instrumento de desenvolvimento nacional, mas também de concentração de poder e influência.

Período Moderno e Contemporâneo

Evoca sentimentos ambíguos: esperança de modernização e eficiência, mas também receio de privatização de direitos básicos, aumento de custos e perda de controle estatal sobre serviços essenciais.

Vida digital

Atualidade

Termo frequente em notícias, artigos de opinião, debates em fóruns especializados e publicações governamentais sobre infraestrutura e regulação. Buscas relacionadas a 'leis de concessão', 'contratos de concessão' e 'empresas concessionárias' são comuns em ambientes acadêmicos e profissionais.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em noticiários, documentários e reportagens investigativas que abordam a gestão de serviços públicos, escândalos de corrupção envolvendo contratos de concessão e o impacto de grandes obras na vida da população. Raramente é o foco principal, mas aparece como elemento contextual em narrativas sobre política e economia.

Período Colonial e Império (Séculos XVI - XIX)

Origem no latim 'concessio', ato de conceder. A palavra 'concessão' surge no vocabulário jurídico e administrativo português, referindo-se a privilégios e direitos concedidos pela Coroa. No Brasil Colônia e Império, o termo é amplamente utilizado para designar a outorga de terras, direitos de exploração mineral e monopólios comerciais. O termo 'ato-de-concessão' como composto, embora não tão frequente, já se delineava em documentos oficiais para especificar a formalidade do ato.

República Velha e Era Vargas (Final do Século XIX - Meados do Século XX)

Com a Proclamação da República, a estrutura de concessões se adapta. O termo 'ato-de-concessão' ganha força em leis e decretos que regulamentam a exploração de serviços públicos, como ferrovias, energia elétrica e telecomunicações. A Era Vargas intensifica a intervenção estatal e a regulamentação, tornando os atos de concessão instrumentos chave na política econômica e no desenvolvimento infraestrutural do país. O uso do termo se consolida no jargão jurídico-administrativo.

Período Moderno e Contemporâneo (Meados do Século XX - Atualidade)

O termo 'ato-de-concessão' se torna um elemento central na legislação e na prática administrativa brasileira, especialmente com as privatizações e a abertura do mercado a partir dos anos 1990. A palavra é utilizada para descrever a formalização da transferência da gestão de serviços públicos para a iniciativa privada, como em concessões de rodovias, aeroportos e saneamento. A complexidade jurídica e a importância econômica dos atos de concessão solidificam seu uso no discurso político, econômico e midiático.

ato-de-concessao

Composto por 'ato' (latim 'actus') e 'concessão' (latim 'concessio').

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