atrasavam-se
Derivado de 'atrasar' + pronome 'se'. 'Atrasar' vem do latim 'adtrāre', que significa 'puxar para trás'.
Origem
Deriva do latim 'attrāre', que significa 'puxar para trás', 'retardar'. O pronome 'se' é um pronome oblíquo átono que, na forma pronominal, intensifica a ação ou indica reflexividade.
Mudanças de sentido
Sentido primário de retardar, demorar, chegar depois do tempo esperado.
Mantém o sentido original, mas com menor frequência de uso da forma pronominal em contextos informais, onde 'atrasavam' é mais comum. 'Atrasavam-se' é preservada em registros formais e literários para ênfase.
A preferência pela omissão do pronome oblíquo átono em início de frase ou após certas conjunções é uma característica marcante do português brasileiro, diferindo do português europeu. Assim, 'Eles se atrasavam' ou 'Eles atrasavam-se' podem coexistir, mas a primeira é mais usual no Brasil informal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos administrativos, já apresentavam formas verbais pronominais com o sentido de demora. A forma exata 'atrasavam-se' pode ser encontrada em manuscritos a partir deste período.
Momentos culturais
Presente em obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros autores do século XIX, onde a forma pronominal era mais natural e estilisticamente valorizada para descrever situações de espera ou demora.
Pode aparecer em letras de canções, especialmente em gêneros que buscam um registro mais formal ou poético, para evocar um sentimento de espera ou melancolia.
Vida digital
Menos comum em gírias e internetês modernos, que tendem a simplificar a linguagem. A forma 'atrasavam' ou mesmo 'atraso' é mais frequente em posts e mensagens.
Pode aparecer em discussões sobre pontualidade em fóruns ou redes sociais, geralmente em contextos de reclamação ou análise de comportamento.
Comparações culturais
Inglês: 'They were delaying' ou 'They were running late'. O uso do pronome reflexivo em português ('se') não tem um equivalente direto e obrigatório em inglês para este contexto de demora. Espanhol: 'Se retrasaban'. O uso do pronome 'se' é muito similar ao português, indicando a ação reflexiva ou intransitiva de se atrasar. Francês: 'Ils retardaient' ou 'Ils étaient en retard'. O francês também pode usar o pronome reflexivo ('se retarder'), mas a forma sem pronome é comum. Italiano: 'Si ritardavano'. Similar ao português e espanhol, com o uso do pronome reflexivo.
Relevância atual
A forma 'atrasavam-se' mantém sua relevância em contextos formais, acadêmicos e literários no Brasil. Sua presença é um marcador de um registro linguístico mais cuidado e, por vezes, de uma influência da norma culta mais tradicional ou do português europeu. No cotidiano brasileiro, a tendência é a simplificação para 'atrasavam'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'atrasar' deriva do latim 'attrāre', que significa 'puxar para trás', 'retardar'. A forma pronominal 'atrasavam-se' surge da junção do verbo com o pronome oblíquo átono 'se', indicando uma ação reflexiva ou recíproca, ou, mais comumente neste caso, uma forma verbal enfática ou de ênfase na própria ação de demorar.
Evolução no Português Medieval e Clássico
Idade Média a Século XVIII - A forma 'atrasavam-se' já existia no português arcaico, com o mesmo sentido de demorar-se, chegar depois do tempo previsto. Era comum em textos literários e administrativos para descrever atrasos em viagens, compromissos ou eventos. A conjugação pronominal era mais frequente em certos contextos.
Uso no Português Brasileiro Moderno
Século XIX até Atualidade - A forma 'atrasavam-se' continua em uso, embora a tendência no português brasileiro moderno seja a preferência pela forma sem o pronome ('atrasavam') em muitos contextos informais. No entanto, 'atrasavam-se' ainda é encontrada em textos formais, literários e em contextos onde se quer dar ênfase à demora ou à própria ação de se atrasar.
Derivado de 'atrasar' + pronome 'se'. 'Atrasar' vem do latim 'adtrāre', que significa 'puxar para trás'.