Palavras

ausentismo-laboral

Composto de 'ausentismo' (do latim 'absentismus') e 'laboral' (do latim 'laboralis').

Origem

Meados do Século XX

Formado a partir do latim 'absentia' (ausência) e do sufixo '-ismo', com o adjetivo 'laboral' (relativo ao trabalho). O termo 'ausentismo' já existia, mas a especificação 'laboral' consolida o conceito no contexto profissional.

Mudanças de sentido

Meados do Século XX

Inicialmente, um termo técnico para descrever a ausência física do empregado ao posto de trabalho, com foco em faltas justificadas e injustificadas.

Final do Século XX - Início do Século XXI

Amplia-se para incluir discussões sobre as causas subjacentes, como doenças, estresse, desmotivação e problemas de saúde mental, tornando-se um indicador de bem-estar no trabalho.

Atualidade

O termo é frequentemente usado de forma intercambiável com 'absenteísmo', mas 'ausentismo-laboral' pode carregar uma conotação mais específica para a ausência *no local de trabalho*, em contraste com o absenteísmo geral. A pandemia de COVID-19 expandiu a discussão para o 'presenteísmo' (estar no trabalho, mas sem produzir devido a problemas de saúde) como um fenômeno relacionado.

A pandemia de COVID-19 e a ascensão do trabalho remoto levaram a uma reavaliação do conceito. O ausentismo-laboral passou a ser visto não apenas como uma falha individual, mas como um sintoma de problemas sistêmicos na organização do trabalho, na cultura empresarial e nas condições de saúde dos trabalhadores.

Primeiro registro

Meados do Século XX

O termo 'ausentismo-laboral' começa a aparecer em publicações acadêmicas e relatórios de medicina do trabalho e gestão de RH a partir da década de 1950 e 1960, com maior frequência nas décadas seguintes. (Referência: corpus_artigos_academicos_RH.txt)

Momentos culturais

Anos 1980-1990

Crescente preocupação com a saúde do trabalhador e o impacto do estresse no ambiente corporativo, impulsionando estudos sobre ausentismo.

Anos 2000

A popularização de discussões sobre 'qualidade de vida no trabalho' (QVT) e 'saúde mental' coloca o ausentismo-laboral em evidência como um indicador chave.

Anos 2020

A pandemia de COVID-19 e o trabalho remoto transformam a percepção do ausentismo-laboral, com debates sobre burnout, saúde mental e novas formas de gestão de ausências.

Conflitos sociais

Século XX

Debates entre empregadores, que viam o ausentismo como indisciplina e custo, e trabalhadores/sindicatos, que o associavam a condições de trabalho precárias e problemas de saúde.

Atualidade

A discussão sobre 'presenteísmo' como um problema tão ou mais grave que o ausentismo, especialmente em contextos de alta pressão por produtividade e medo de demissão, reflete tensões entre a demanda por presença física/produtiva e a necessidade de cuidado com a saúde.

Vida emocional

Século XX

Associado a sentimentos de culpa, receio de punição por parte do empregado, e frustração, desconfiança e preocupação com perdas financeiras por parte do empregador.

Atualidade

O termo carrega um peso ambíguo: pode ser visto como um problema a ser combatido a todo custo, ou como um sinal de alerta para a necessidade de um ambiente de trabalho mais saudável e humano. A empatia e a compreensão das causas ganham espaço, mas a pressão por resultados ainda gera ansiedade.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Termo frequentemente buscado em plataformas de RH, direito trabalhista e saúde ocupacional. Discussões em fóruns online, artigos de blogs e redes sociais (LinkedIn, Twitter) sobre gestão de faltas, burnout e bem-estar no trabalho.

Anos 2020

A pandemia impulsionou a busca por informações sobre 'trabalho remoto', 'saúde mental no trabalho' e 'burnout', onde o ausentismo-laboral é um tema recorrente. Memes e posts em redes sociais abordam o tema de forma humorística ou crítica, muitas vezes associando-o à exaustão e à busca por equilíbrio.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em novelas, filmes e séries que retratam o cotidiano de empresas, escritórios e fábricas, frequentemente como um elemento que gera conflitos entre chefia e funcionários, ou como pano de fundo para dramas pessoais dos personagens.

Formação do Termo

Século XX — O termo 'ausentismo' surge como um neologismo para descrever a ausência ao trabalho, derivado do latim 'absentia' (ausência) e do sufixo '-ismo' (indica estado ou condição). A adição de 'laboral' (relativo ao trabalho) especifica o contexto. O termo composto 'ausentismo-laboral' consolida-se em meados do século XX, com o avanço da sociologia do trabalho e da gestão de recursos humanos.

Consolidação e Uso

Final do Século XX e Início do Século XXI — O termo 'ausentismo-laboral' se estabelece na literatura acadêmica e profissional, especialmente em áreas como medicina do trabalho, direito trabalhista e administração. Ganha força com a necessidade de quantificar e gerenciar as faltas ao trabalho, buscando entender suas causas e impactos econômicos.

Atualidade e Nuances

Atualidade — O termo é amplamente utilizado em discussões sobre saúde mental no trabalho, qualidade de vida, absenteísmo (termo mais genérico, mas frequentemente usado como sinônimo) e produtividade. A pandemia de COVID-19 trouxe novas dimensões ao debate, com o aumento do trabalho remoto e a discussão sobre doenças ocupacionais e o impacto psicológico no ambiente de trabalho.

ausentismo-laboral

Composto de 'ausentismo' (do latim 'absentismus') e 'laboral' (do latim 'laboralis').

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