badalar
Derivado de 'badalo' (sino).
Origem
Do latim vulgar 'badalus', possivelmente de origem onomatopeica, imitando o som de sinos. Relacionado ao latim 'batillum' (incensório, que podia ser balançado emitindo som).
Mudanças de sentido
Som de sinos, toque de campainha.
Falar muito, tagarelar, espalhar notícias.
A transição de um som mecânico para a fala humana se deu pela associação da repetição e do volume do toque dos sinos com a fala incessante e muitas vezes repetitiva de uma pessoa. O sentido de 'falar muito' pode ter conotação neutra ou negativa, dependendo do contexto.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, referindo-se ao som de sinos em contextos religiosos e civis. (Referência: Corpus de Textos Antigos da Língua Portuguesa).
Momentos culturais
O badalar dos sinos era um marco temporal e social, anunciando missas, eventos e perigos.
Aparece em obras literárias para descrever tanto o som de sinos quanto a fala excessiva de personagens.
Comparações culturais
Inglês: 'to chime' (para sinos), 'to chatter'/'to babble' (para falar muito). Espanhol: 'tañer'/'sonar' (para sinos), 'hablar mucho'/'charlar' (para falar muito). O português 'badalar' abrange ambos os sentidos de forma mais concisa em uma única palavra, especialmente no sentido informal de tagarelar.
Relevância atual
A palavra 'badalar' é amplamente utilizada no Brasil, tanto no sentido literal de tocar sinos (embora menos frequente no cotidiano urbano) quanto, predominantemente, no sentido figurado de falar excessivamente, tagarelar, fofocar. É comum em conversas informais e em contextos que descrevem pessoas falantes ou ambientes barulhentos.
Origem e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim vulgar 'badalus', possivelmente onomatopeico, imitando o som de sinos. Inicialmente ligado ao som de sinos em igrejas e torres.
Expansão Semântica
Séculos Posteriores - O sentido de 'emitir som' se estende para o ato de falar, especialmente de forma contínua ou em grande volume, associado à tagarelice.
Uso Contemporâneo
Atualidade - Mantém os sentidos de 'tocar sinos' e 'falar muito', com o segundo sendo mais comum em contextos informais.
Derivado de 'badalo' (sino).