banquem
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'banca' (mesa de jogo, posto).
Origem
Derivação do italiano 'bancare' (sentar-se no banco) ou do latim 'bancus' (banco). Inicialmente ligado a ter assento ou sustentar.
Mudanças de sentido
Desenvolvimento de sentidos figurados: 'sustentar', 'apoiar financeiramente', 'assumir responsabilidade'.
Popularização coloquial com novos significados: 'aguentar', 'suportar', 'aceitar', 'fingir'.
Manutenção dos sentidos coloquiais, com ênfase em 'aceitar' ou 'lidar com' uma situação.
A forma 'banquem' é frequentemente usada em frases como 'Se eles querem isso, que banquem as consequências', indicando que um grupo deve aceitar e arcar com os resultados de suas ações ou desejos.
Primeiro registro
Registros de uso do verbo 'bancar' com sentidos figurados em textos literários e documentos administrativos da época, embora a forma específica 'banquem' possa ter surgido de forma mais orgânica na oralidade antes de ser formalmente registrada.
Momentos culturais
Popularização em programas de rádio e televisão, consolidando o uso coloquial do verbo 'bancar' e suas conjugações.
Presença em letras de músicas populares brasileiras, refletindo o cotidiano e a linguagem informal.
Vida digital
Uso frequente em redes sociais, fóruns e aplicativos de mensagem. A forma 'banquem' aparece em memes e comentários, muitas vezes com um tom irônico ou de desafio, como em 'Se ele falou isso, que banquem'.
Comparações culturais
Inglês: Não há um equivalente direto com a mesma carga semântica e informalidade. Expressões como 'deal with it', 'face the consequences' ou 'put up with it' transmitem parte do sentido. Espanhol: O verbo 'cargar con' (carregar com) ou 'asumir' (assumir) podem se aproximar em alguns contextos, mas carecem da informalidade e da nuance de 'aguentar' ou 'fingir' que 'bancar' possui. Outros idiomas: Em francês, 'assumer' (assumir) ou 'supporter' (suportar) são usados, mas sem a mesma conotação coloquial brasileira.
Relevância atual
'Banquem' continua sendo uma forma verbal comum no português brasileiro coloquial, especialmente em situações onde se discute a necessidade de aceitar, sustentar ou lidar com as consequências de ações ou situações. Sua presença é forte na comunicação informal e digital.
Origem do Verbo 'Bancar'
Século XVI - O verbo 'bancar' surge no português, possivelmente derivado do italiano 'bancare' (sentar-se no banco, ter assento) ou do latim 'bancus' (banco). Inicialmente, referia-se a ter um assento, um lugar de destaque ou a sustentar algo.
Evolução do Sentido Figurado
Séculos XVII-XIX - O verbo 'bancar' começa a adquirir sentidos figurados, como 'sustentar', 'apoiar financeiramente' ou 'assumir a responsabilidade'. A forma 'banquem' (terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo ou imperativo) surge nesse contexto, indicando um desejo ou comando para que 'eles' sustentem ou assumam algo.
Popularização na Linguagem Coloquial
Século XX - O verbo 'bancar' se populariza enormemente na linguagem coloquial brasileira, com o sentido de 'aguentar', 'suportar', 'aceitar' ou 'fingir'. 'Banquem' passa a ser usado em contextos informais para expressar a ideia de que um grupo deve aceitar ou sustentar uma situação, muitas vezes com um tom de resignação ou desafio.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Banquem' é amplamente utilizado no português brasileiro, especialmente em contextos informais e na internet. Mantém os sentidos de 'sustentar', 'aguentar', 'aceitar' e 'fingir', frequentemente em frases que expressam a necessidade de lidar com uma realidade ou situação imposta.
Origem incerta, possivelmente relacionada a 'banca' (mesa de jogo, posto).