besteirol
Derivado de 'besteira' com o sufixo aumentativo/coletivo '-ol'.↗ fonte
Origem
Derivação do substantivo 'besta' (animal de carga, indivíduo tolo) acrescido do sufixo '-ol', que pode ter função aumentativa ou pejorativa. A formação sugere algo grande em termos de tolice ou um conjunto de tolices.
Mudanças de sentido
Inicialmente, 'besteirol' referia-se a um grande volume de tolices ou algo sem sentido. Evoluiu para descrever uma obra (filme, peça, livro) de conteúdo frívolo, sem profundidade, mas que podia ser divertida ou popular.
O sentido se mantém, mas com uma conotação que pode variar de puramente pejorativa a uma aceitação irônica de obras de entretenimento 'ruins' que se tornam cult ou populares justamente por sua falta de seriedade. → ver detalhes
O termo é frequentemente usado em críticas de cinema e televisão para descrever comédias ou filmes que apostam no humor escrachado e na falta de lógica, mas que podem alcançar grande sucesso de público. A palavra 'besteirol' pode carregar um julgamento de valor, mas também uma descrição de um gênero específico de entretenimento.
Primeiro registro
O termo começa a aparecer em publicações e conversas informais, consolidando-se no vocabulário brasileiro a partir dos anos 1960 e 1970, especialmente com o desenvolvimento da indústria cinematográfica e televisiva nacional que produzia obras com essas características.
Momentos culturais
O cinema brasileiro da 'chanchada' e de comédias mais populares frequentemente era rotulado como 'besteirol', tanto por críticos quanto pelo público. Filmes de humor com tramas simples e piadas recorrentes se encaixavam nessa definição.
A popularização de programas de humor na televisão e a ascensão de comediantes que exploravam o humor físico e o absurdo reforçaram o uso do termo. A palavra se tornou comum em resenhas e discussões sobre entretenimento televisivo e cinematográfico.
Vida digital
O termo 'besteirol' é amplamente utilizado em plataformas digitais, como blogs, fóruns, redes sociais e sites de crítica, para descrever filmes, séries, vídeos e memes considerados engraçados pela sua falta de seriedade ou absurdo. É comum em hashtags e comentários sobre conteúdo de humor.
Representações
Filmes como 'O Trapalhão no Planalto' (1974) ou produções de humor mais recentes que exploram o escrachado e o nonsense são frequentemente associados ao conceito de 'besteirol'.
Programas de humor que priorizam o pastelão, a paródia e o humor de situação, como alguns quadros de 'Zorra Total' ou 'A Praça é Nossa', podem ser descritos como 'besteirol'.
Comparações culturais
Inglês: 'Slapstick' (para humor físico e exagerado), 'Nonsense' (para o ilógico e sem sentido), ou 'B-movie' (para produções de baixo orçamento e qualidade questionável). Espanhol: 'Chorrada' (bobagem, tolice), 'Película de serie B' (filme de série B), ou 'Humor absurdo'. O termo brasileiro 'besteirol' abrange uma combinação desses conceitos, focando na ideia de um conteúdo propositalmente tolo ou sem sentido, muitas vezes com intenção cômica.
Relevância atual
O termo 'besteirol' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma de categorizar e discutir produções culturais, especialmente no campo do humor e do entretenimento. Ele descreve um nicho de conteúdo que, apesar de sua aparente falta de seriedade, possui um público fiel e um espaço definido na mídia e na cultura popular.
Origem e Evolução
Século XX - Derivação de 'besta' (animal de carga, tolo) com o sufixo aumentativo/pejorativo '-ol'. Inicialmente, um termo informal para algo grande e sem sentido, ou um conjunto de tolices.
Consolidação e Uso
Meados do Século XX - Popularização como sinônimo de bobagem, conversa fiada, ou um evento/obra de pouca qualidade artística ou intelectual. Ganha força em contextos informais e de crítica cultural.
Atualidade
Final do Século XX e Século XXI - Termo consolidado no léxico brasileiro, usado para descrever desde piadas e situações cômicas até obras de entretenimento consideradas de baixa qualidade, mas que podem ter apelo popular. Presente em discussões sobre cultura pop e humor.
Derivado de 'besteira' com o sufixo aumentativo/coletivo '-ol'.