Palavras

blasonar

Do francês 'blasonner', derivado de 'blason' (brasão).

Origem

Século XIV

Do francês antigo 'blason', que se referia a brasões de armas e à arte de descrevê-los. A raiz germânica 'blâsn' (soprar) pode aludir à ideia de inflar o peito de orgulho ou de anunciar algo com pompa.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Inicialmente, 'blasonar' significava descrever ou exibir brasões de nobreza. Paralelamente, desenvolveu-se o sentido de exibir ou ostentar feitos e qualidades nobres.

Séculos XVII-XIX

O sentido de ostentação se generaliza, passando a significar vangloriar-se, gabar-se, falar com excessivo orgulho de si ou de suas posses. Pode adquirir uma conotação pejorativa de exibicionismo vazio.

Essa mudança de foco do brasão para a autoexibição reflete uma transição de um sistema social baseado em linhagem para um onde o mérito (ou a aparência dele) ganha importância, mas também onde a crítica à ostentação se torna mais presente.

Século XX-Atualidade

Mantém o sentido de vangloriar-se, mas seu uso é mais restrito a registros formais ou literários. Raramente usado na linguagem coloquial moderna, onde outras expressões como 'se gabar', 'se exibir' ou 'ostentar' são mais comuns.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em crônicas e documentos da época que tratam de nobreza, brasões e feitos militares ou de linhagem.

Momentos culturais

Renascimento

Associado à valorização da linhagem e dos símbolos de status da nobreza, onde a descrição e exibição de brasões ('blasonar') era parte importante da identidade social.

Literatura Clássica

Presente em obras literárias que retratam personagens orgulhosos, vaidosos ou que se vangloriam de suas conquistas, como em peças de teatro ou romances de cavalaria.

Comparações culturais

Idade Média - Atualidade

Inglês: 'To blazon' mantém o sentido original de descrever brasões e também o de exibir ou proclamar algo com ostentação. Espanhol: 'Blasonar' tem um uso similar ao português, referindo-se à descrição de brasões e à ostentação de qualidades ou feitos, embora também seja menos comum no uso diário. Francês: 'Blasonner' é o termo original para descrever brasões, e o conceito de ostentação é mais frequentemente expresso por 'se vanter' ou 'faire étalage'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'blasonar' é considerada formal e um tanto arcaica no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos que exigem precisão terminológica (heráldica) ou em textos literários e históricos. No dia a dia, expressões mais diretas e coloquiais substituíram seu sentido de ostentação.

Origem Etimológica

Século XIV — do francês antigo 'blason' (brasão, escudo de armas), derivado do germânico 'blâsn' (soprar, inflar), possivelmente relacionado à ideia de ostentação ou exibição.

Entrada na Língua Portuguesa

Séculos XV-XVI — A palavra 'blasonar' e seus derivados entram no português, inicialmente ligados à heráldica e à descrição de brasões de nobreza. O sentido de ostentar qualidades ou feitos nobres também se desenvolve.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX — O sentido de 'ostentar', 'vangloriar-se' ou 'falar com orgulho de algo' se consolida, afastando-se do contexto estritamente heráldico e ganhando conotação de exibicionismo, por vezes negativo.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — 'Blasonar' é uma palavra formal, dicionarizada, com uso menos frequente no cotidiano, mas presente em contextos literários, históricos ou em registros que descrevem a ostentação de status ou conquistas.

blasonar

Do francês 'blasonner', derivado de 'blason' (brasão).

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