bordar
Do latim vulgar *bordare, possivelmente de origem germânica.
Origem
Do germânico 'bordan', que significa 'borda' ou 'orla'. A palavra evoluiu para descrever a ação de adornar tecidos, especialmente nas bordas.
Mudanças de sentido
Sentido literal: adornar tecidos com linhas, criando desenhos, geralmente nas bordas.
Sentido figurado: inventar, fantasiar, falar coisas sem fundamento ou exageradas. Ex: 'Ele adora bordar histórias'.
O sentido literal de adornar tecidos persiste, especialmente em contextos de artesanato e moda. O sentido figurado de 'inventar' ou 'exagerar' também é amplamente utilizado na linguagem coloquial.
A expressão 'bordar' no sentido de inventar ou exagerar pode ter surgido da ideia de adicionar muitos detalhes e enfeites a uma narrativa, tornando-a mais elaborada e, por vezes, irreal, assim como um bordado complexo adiciona muitos fios e cores a um tecido.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses indicam o uso do verbo com seu sentido original ligado à arte de adornar tecidos.
Momentos culturais
O bordado era uma atividade doméstica valorizada, associada à habilidade feminina e à produção de peças para o enxoval e decoração.
O bordado como artesanato ganha destaque em feiras e exposições, preservando a tradição e a identidade cultural.
O verbo e o substantivo 'bordado' aparecem em obras literárias, tanto no sentido literal quanto no figurado, para descrever narrativas ou personagens.
Comparações culturais
Inglês: 'to embroider' (sentido literal), 'to spin a yarn' ou 'to make up a story' (sentido figurado). Espanhol: 'bordar' (sentido literal), 'inventar' ou 'cuentear' (sentido figurado). O sentido literal de adornar tecidos é comum em diversas línguas, enquanto o sentido figurado de inventar histórias varia mais em suas expressões.
Relevância atual
O verbo 'bordar' mantém sua relevância no contexto do artesanato, moda e decoração, sendo uma prática valorizada pela sua originalidade e valor manual. O uso figurado para descrever invenções ou exageros continua presente na linguagem coloquial brasileira, demonstrando a vitalidade da palavra.
Origem e Primeiros Usos
Século XV - Derivado do germânico 'bordan', significando 'borda', 'orla'. Inicialmente, referia-se à técnica de adornar tecidos com linhas, criando desenhos nas bordas.
Expansão e Consolidação
Séculos XVI-XVIII - O verbo 'bordar' se consolida na língua portuguesa, com seu sentido principal de aplicar bordados em tecidos. A prática era comum em vestimentas e artigos de decoração.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Séculos XIX-Atualidade - Mantém o sentido original, mas ganha usos figurados, como 'inventar', 'inventar histórias' ou 'falar sem nexo'. A palavra 'bordado' também se refere a algo intrincado ou exagerado.
Do latim vulgar *bordare, possivelmente de origem germânica.