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borrar-se

borrar + se

Origem

Século XVI

Deriva do verbo 'borrar', de origem incerta, possivelmente do latim vulgar *burrare* (manchar, sujar) ou do grego *pyrroos* (avermelhado, cor de fogo), associado a manchas de tinta ou sujeira. O reflexivo 'borrar-se' indica o ato de se sujar.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

O sentido literal de sujar-se ou manchar-se se consolida. Começa a ser usado figurativamente para planos ou reputações. O sentido de perder a compostura, ficar envergonhado, ganha força.

Século XX - Atualidade

O sentido de perder a compostura ou ficar sem graça se torna mais comum em linguagem informal. Em alguns contextos regionais, pode significar desistir ou se dar mal.

A expressão 'borrar-se de medo' ou 'borrar-se de rir' exemplifica o uso figurado para estados emocionais intensos que levam à perda de controle ou compostura.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso do verbo 'borrar' e suas formas conjugadas, incluindo o reflexivo 'borrar-se', com o sentido de sujar ou manchar.

Momentos culturais

Século XX

A expressão 'borrar-se' é frequentemente utilizada em obras literárias e teatrais para descrever situações de constrangimento ou perda de controle dos personagens.

Atualidade

A expressão aparece em letras de música popular e em diálogos de novelas e filmes, mantendo seu sentido de vergonha ou perda de compostura.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

Associada a sentimentos de vergonha, constrangimento, medo intenso ou, paradoxalmente, a uma risada incontrolável. Carrega um peso de perda de dignidade ou controle pessoal.

Vida digital

Atualidade

A expressão 'borrar-se' é usada em redes sociais e fóruns online, frequentemente em contextos de humor, para descrever reações exageradas a situações engraçadas, assustadoras ou embaraçosas. Pode aparecer em memes e comentários.

Representações

Século XX - Atualidade

Comum em diálogos de comédias e dramas para retratar personagens em situações de extrema vergonha, medo ou euforia, perdendo a compostura. Exemplos podem ser encontrados em diversas novelas brasileiras e filmes nacionais.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to soil oneself' (literalmente sujar-se), 'to lose one's cool' (perder a compostura), 'to crack up' (rir incontrolavelmente). Espanhol: 'mancharse' (sujar-se), 'quedarse en ridículo' (ficar ridículo), 'morirse de risa' (morrer de rir). Francês: 'se salir' (sujar-se), 'perdre son sang-froid' (perder a calma).

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'borrar-se' mantém sua relevância no português brasileiro, especialmente na linguagem informal e coloquial, para descrever estados de forte emoção que levam à perda de controle ou compostura, ou em contextos de humor e exagero.

Origem e Primeiros Usos em Português

Século XVI - Deriva do verbo 'borrar', que por sua vez tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar *burrare* ou do grego *pyrroos* (avermelhado, cor de fogo), referindo-se a manchas de tinta ou sujeira. O uso reflexivo 'borrar-se' surge para indicar o ato de se sujar ou manchar.

Evolução do Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - O sentido de 'sujar-se' ou 'manchar-se' se consolida. Começa a ser usado em contextos mais figurados, como 'borrar a reputação' ou 'borrar os planos'. O uso de 'borrar-se' no sentido de ficar envergonhado ou sem graça, perdendo a compostura, ganha força.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX - Atualidade - O sentido literal de sujar-se permanece. O sentido figurado de perder a compostura, ficar sem graça ou envergonhado se torna predominante em muitos contextos informais. Em algumas regiões, pode ter conotações de 'desistir' ou 'se dar mal'.

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