botando-a-perder

Formado pela junção do gerúndio do verbo 'botar' com a preposição 'a' e o adjetivo/substantivo 'perder'.

Origem

Séculos XV-XVI

Formada pela junção do verbo 'botar' (do latim vulgar *bottare, provavelmente de origem celta, significando 'colocar em um recipiente' ou 'lançar') e o adjetivo 'perder' (do latim *perdere, significando 'destruir', 'danificar', 'desperdiçar'). A combinação cria uma imagem de algo sendo lançado para um estado de ruína. Referência: etimologia_verbos_portugueses.txt

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Sentido primário: estragar fisicamente algo, como comida ou objetos. Ex: 'botar a perder o pão'.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o abstrato: arruinar planos, reputações, oportunidades, a vida de alguém. Ex: 'botar a perder a chance de estudar'.

Século XX-Atualidade

Manutenção dos sentidos, com ênfase em desperdício, negligência e má gestão. Uso coloquial e informal. Ex: 'Não bote a perder essa oportunidade!'

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas e documentos administrativos portugueses da época, referindo-se a perdas materiais e desperdício de recursos. Referência: corpus_historico_linguistico_pt.txt

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias realistas e naturalistas, descrevendo a ruína de personagens ou situações por negligência ou má sorte.

Anos 1980-1990

Uso frequente em telenovelas e músicas populares, retratando conflitos familiares e sociais onde alguém 'bota a perder' a vida ou o futuro.

Anos 2010-Atualidade

Incorporada em memes e virais na internet, frequentemente associada a situações de desperdício de comida, tempo ou oportunidades de forma humorística ou crítica.

Conflitos sociais

Período Colonial Brasileiro

Associada à má gestão de recursos e à exploração, onde a mão de obra ou os produtos eram 'botados a perder' por incompetência ou descaso dos senhores de engenho ou administradores.

Atualidade

Em discussões sobre sustentabilidade e consumo consciente, a expressão é usada para criticar o desperdício de alimentos, água e outros recursos, refletindo tensões sociais sobre o uso de bens.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada a sentimentos de frustração, arrependimento, decepção e perda, tanto para quem 'bota a perder' quanto para quem sofre as consequências.

Atualidade

Pode carregar um peso de advertência, crítica ou até mesmo um tom de resignação diante de situações inevitáveis de perda ou desperdício.

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

Frequente em memes e posts de redes sociais, muitas vezes com humor negro ou sarcasmo, sobre situações cotidianas de desperdício ou erros. Ex: 'Eu, botando a perder a dieta no primeiro dia'.

Atualidade

Buscas relacionadas a 'como não botar a perder' ou 'evitar botar a perder' aparecem em contextos de dicas de conservação de alimentos, finanças e relacionamentos.

Representações

Anos 1970-2000

Comum em diálogos de novelas e filmes brasileiros, retratando personagens que arruínam suas vidas, carreiras ou relacionamentos por decisões impulsivas ou negligência.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to ruin', 'to spoil', 'to waste'. Espanhol: 'arruinar', 'echar a perder', 'desperdiciar'. Francês: 'gâcher', 'ruiner'. O conceito de 'botar a perder' em português brasileiro enfatiza a ação ativa de estragar ou desperdiçar, muitas vezes com um tom mais coloquial e direto que seus equivalentes em outras línguas.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'botar a perder' continua sendo uma locução verbal amplamente utilizada no português brasileiro, mantendo sua força expressiva para descrever ações de dano, desperdício e ruína em diversos contextos, desde o concreto ao abstrato, com forte presença na linguagem coloquial e digital.

Origem e Formação em Portugal

Séculos XV-XVI — A expressão 'botar a perder' surge como uma locução verbal, combinando o verbo 'botar' (colocar, lançar) com o adjetivo 'perder' (estragar, danificar). O uso inicial se refere a ações concretas de danificar objetos ou alimentos. Referência: corpus_historico_linguistico_pt.txt

Consolidação e Expansão no Brasil

Séculos XVII-XIX — A locução se populariza no Brasil Colônia e Império, expandindo seu uso para contextos mais abstratos, como arruinar planos, reputações ou oportunidades. Ganha conotação de desperdício e negligência. Referência: corpus_linguistico_colonial_br.txt

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas também é usada em contextos informais e coloquiais, muitas vezes com um tom de advertência ou crítica. A internet e as redes sociais amplificam seu uso em memes e discussões sobre desperdício e má gestão. Referência: corpus_girias_regionais.txt, palavrasMeaningDB:botar_a_perder

botando-a-perder

Formado pela junção do gerúndio do verbo 'botar' com a preposição 'a' e o adjetivo/substantivo 'perder'.

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