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breu

Do latim vulgar *brittus, derivado de *brittum, 'resina'.fonte

Origem

Idade Média

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *brittus* (resina) ou do grego *bríza* (sono, inércia, referindo-se à substância densa). Entrou no português através do galego-português medieval.

Mudanças de sentido

Idade Média

Sentido literal: substância resinosa escura, usada para impermeabilização e iluminação.

Séculos XVI-XIX

Sentido figurado: escuridão intensa, ausência de luz, noite, desespero, ignorância. → ver detalhes

O sentido figurado de 'breu' como escuridão profunda tornou-se recorrente na literatura para evocar atmosferas sombrias, desolação ou a ausência de conhecimento. Expressões como 'noite de breu' ou 'escuridão de breu' consolidaram essa conotação.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado, sendo uma palavra formal e também presente em expressões idiomáticas.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos medievais em galego-português, com o sentido de substância resinosa.

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

Uso frequente na literatura barroca e romântica para descrever a noite, o luto e a melancolia, como em poemas e romances que retratam paisagens noturnas ou estados de espírito sombrios.

Século XX

Presença em canções populares e na literatura, reforçando a ideia de escuridão e mistério.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Pitch black' ou 'tar black' para escuridão intensa, derivado do 'pitch' (piche). Espanhol: 'Brea' ou 'oscuridad de brea', com origem etimológica similar ao português. Francês: 'Poix' (piche) ou 'noir comme du charbon' (preto como carvão).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'breu' é formalmente definida em dicionários como 'substância resinosa, escura e pegajosa, obtida da destilação da madeira de pinho; piche' e também como 'escuridão intensa'. Continua a ser usada em contextos literários e em expressões idiomáticas como 'noite de breu', mantendo sua força evocativa de escuridão profunda.

Origem Etimológica

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *brittus* (resina) ou do grego *bríza* (sono, inércia, referindo-se à substância densa). A palavra entrou no português através do galego-português medieval.

Entrada e Uso na Língua

A palavra 'breu' já existia no português arcaico, referindo-se à substância resinosa escura, utilizada para impermeabilizar e como material de iluminação rudimentar. Seu uso era comum em contextos náuticos e artesanais.

Consolidação de Sentidos

O sentido literal de 'substância resinosa escura' permaneceu estável. O sentido figurado de 'escuridão intensa' ou 'ausência de luz' se consolidou, sendo amplamente utilizado na literatura e na linguagem cotidiana para descrever a noite, a falta de esperança ou a ignorância.

Uso Contemporâneo

A palavra 'breu' mantém seus dois sentidos principais: o literal (substância) e o figurado (escuridão intensa). É uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários, mas também utilizada em expressões idiomáticas e na linguagem coloquial para denotar escuridão profunda.

breu

Do latim vulgar *brittus, derivado de *brittum, 'resina'.

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