candela
Do espanhol 'candela', do latim 'candela'.
Origem
Do latim 'candela', significando vela. Relacionada a 'candere' (brilhar, ser incandescente).
Mudanças de sentido
Referia-se primariamente a uma vela ou tocha feita de sebo ou cera, usada para iluminação.
No Brasil, 'candela' coexistiu com 'candeia' (lamparina a óleo) e 'vela'. Manteve o sentido de fonte de luz portátil, mas com uso regionalizado ou mais arcaico.
A distinção entre 'candela'/'vela' e 'candeia' tornou-se mais nítida com o tempo, com 'candeia' associada a um recipiente com pavio e combustível líquido (óleo, querosene).
O uso de 'candela' como termo geral para vela diminuiu significativamente, sendo substituído por 'vela'. 'Candeia' persiste em contextos rurais ou históricos.
A palavra 'candela' pode aparecer em textos literários para evocar um ambiente antigo ou em expressões como 'acender a candela' (no sentido de iluminar, clarear algo).
Primeiro registro
Registros do uso de 'candela' no latim datam da Antiguidade Clássica.
A palavra e seus derivados aparecem em textos medievais portugueses, indicando sua incorporação à língua.
Momentos culturais
A 'candela' ou 'candeia' era a principal fonte de iluminação doméstica antes da popularização do querosene e da eletricidade. Sua presença é implícita em descrições da vida cotidiana em obras literárias da época.
Em algumas regiões rurais do Brasil, a 'candeia' (derivada de 'candela') ainda era utilizada como fonte de luz principal em meados do século XX, antes da eletrificação.
Comparações culturais
Inglês: 'Candle' (vela) e 'Lamp' (candeia/lâmpada). A raiz latina 'candela' é a origem direta de 'candle'. Espanhol: 'Candela' (vela, especialmente na Espanha e em algumas regiões da América Latina) e 'Candelero' (suporte para vela). O espanhol manteve 'candela' de forma mais proeminente que o português brasileiro. Francês: 'Chandelle' (vela), também derivada de 'candela'. Italiano: 'Candela' (vela).
Relevância atual
No português brasileiro, 'candela' é um termo de uso restrito, frequentemente substituído por 'vela'. Sua relevância reside em contextos históricos, literários e em algumas variações regionais. A palavra 'candeia' (derivada) ainda é mais comum para se referir a lamparinas antigas ou rústicas.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'candela', que significa vela, originalmente feita de sebo ou cera. A raiz latina 'candere' remete a 'brilhar' ou 'estar incandescente'.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'candela' foi incorporada ao português através do latim vulgar. Inicialmente, referia-se a uma fonte de luz portátil, geralmente uma vela ou lamparina. Em Portugal, o termo 'candeia' tornou-se mais comum para a lamparina a óleo, enquanto 'vela' se consolidou para o objeto de cera ou sebo. No Brasil, 'candela' manteve-se como sinônimo de vela, especialmente em contextos mais antigos ou regionais, e também como sinônimo de candeia.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'candela' é menos comum no português brasileiro falado cotidianamente, sendo frequentemente substituída por 'vela'. No entanto, persiste em algumas regiões, em contextos literários, em expressões idiomáticas e como termo técnico em certas áreas. A palavra 'candeia' (derivada de 'candela') ainda é usada para se referir a uma lamparina antiga ou a uma fonte de luz rudimentar.
Do espanhol 'candela', do latim 'candela'.