capotes

Do latim 'cappa' (manto, capa).

Origem

Idade Média

Possível derivação do latim 'cappa' (capa, manto) ou 'caput' (cabeça), com sufixo '-ote'. O sentido primário é de algo que cobre ou protege.

Mudanças de sentido

Idade Média - Século XVIII

Peça de vestuário, geralmente longa e com capuz, usada por homens e mulheres para proteção contra o clima ou como sinal de status. Também usado em contextos militares e religiosos.

Século XIX - Início do Século XX

O uso se diversifica. Mantém-se como vestuário, mas passa a designar coberturas protetoras para objetos (capote de carro) e, em sentido figurado, algo que encobre ou disfarça.

Em alguns contextos, 'capote' pode ser usado para se referir a um golpe ou artimanha, no sentido de 'dar um capote', ou seja, enganar alguém. Essa acepção, embora menos comum hoje, reflete uma ressignificação do ato de cobrir ou ocultar.

Meados do Século XX - Atualidade

O termo 'capote' como peça de vestuário principal diminui em popularidade com o advento de casacos e sobretudos mais modernos, mas o sentido de cobertura protetora e o uso figurado persistem. A palavra 'capotar' (virar, tombar) deriva desse sentido de cobertura que se inverte.

Primeiro registro

Século XIV

Registros em crônicas e documentos administrativos da época, referindo-se a vestimentas.

Momentos culturais

Século XIX

Aparece em descrições literárias do vestuário da época, associado a viagens e proteção contra o frio em romances e crônicas de costumes.

Anos 1950-1970

O uso de capotes como peça de moda ou vestuário de proteção é retratado em filmes e novelas brasileiras, muitas vezes associado a personagens mais velhos ou a cenas de clima frio.

Vida emocional

Associado a proteção, conforto e, em alguns contextos, a um certo ar de formalidade ou antiguidade. O sentido figurado de 'dar um capote' carrega conotações de astúcia ou decepção.

Vida digital

Buscas por 'capote' em português online geralmente se referem a peças de vestuário específicas (capote de chuva, capote para bebê) ou ao verbo 'capotar' em contextos de acidentes de trânsito.

Representações

Cinema e Televisão

Frequentemente aparece em figurinos de época ou em cenas que exigem proteção contra o frio, como em filmes de aventura ou dramas históricos.

Comparações culturais

Inglês: 'Cape' (manto, capa sem mangas) ou 'Coat' (casaco, sobretudo). Espanhol: 'Capote' (semelhante ao português, peça de vestuário longa e solta, também usado para touradas) ou 'Capa' (manto, capa). Francês: 'Cape' (manto) ou 'Manteau' (casaco).

Relevância atual

O termo 'capote' como peça de vestuário é menos comum no dia a dia, sendo mais encontrado em contextos específicos (roupas de proteção, vestuário tradicional) ou em expressões idiomáticas. O verbo 'capotar' (virar, tombar) é de uso corrente, especialmente em referência a veículos.

Origem Etimológica

Origem incerta, possivelmente do latim 'cappa' (capa, manto) ou 'caput' (cabeça), com o sufixo diminutivo '-ote'. A ideia de cobertura e proteção é central.

Entrada e Evolução no Português

A palavra 'capote' surge em textos antigos em português, referindo-se a uma peça de vestuário longa e solta, usada para proteção contra o frio ou como parte de uniformes. Sua presença é documentada em diversos registros literários e administrativos.

Uso Moderno e Diversificação

O termo 'capote' mantém seu sentido original de peça de vestuário, mas também se expande para outros usos, como cobertura protetora em geral (capote de carro, capote de chuva) e, metaforicamente, para algo que encobre ou disfarça.

capotes

Do latim 'cappa' (manto, capa).

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