carregava-a
Do latim 'carricare', que significa 'carregar um carro'.
Origem
Do latim 'carrigare', que significa 'carregar', 'transportar'. O verbo 'carregar' entrou no português através do latim vulgar.
Mudanças de sentido
Transportar algo físico, um peso. Ex: 'O navio carregava-a mercadoria.'
Suportar um fardo (emocional, moral), ter responsabilidade, estar impregnado de algo. Ex: 'A história carregava-a tristeza de um povo.'
A estrutura 'carregava-a' com ênclise é mais comum em textos antigos e literários, mantendo o sentido literal ou figurado. Ex: 'A alma carregava-a culpa.'
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e cantigas, onde a ênclise era a norma. A forma específica 'carregava-a' aparece em manuscritos a partir do século XIII.
Momentos culturais
Presente em obras como 'Os Lusíadas' de Camões, onde a estrutura sintática e o vocabulário refletem o uso da época. Ex: 'E o peso que carregava-a dor...' (hipotético, para ilustração).
Continua a ser utilizada em textos formais e literários, seguindo as normas gramaticais da época. Autores como Machado de Assis podem ter usado a estrutura em contextos específicos.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura 'carregava-a' não tem um equivalente direto em inglês devido às diferenças sintáticas. O equivalente seria 'she carried it' (próclise implícita) ou, em contextos mais formais/literários, 'carried it she did' (ênfase). Espanhol: Similarmente, o espanhol moderno prefere a próclise ou a ênclise em casos específicos, mas a estrutura 'la cargaba' (próclise) é mais comum que 'cargábala' (ênclise), que soa arcaica ou literária. Francês: 'Elle la portait' (próclise).
Relevância atual
A forma 'carregava-a' é considerada gramaticalmente correta, mas estilisticamente formal ou arcaica para o português brasileiro contemporâneo falado. É encontrada em textos literários, acadêmicos, jurídicos ou em citações que buscam um tom mais elevado ou histórico. Na fala cotidiana, seria mais comum 'ela carregava' ou 'carregava ela'.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'carrigare', que significa 'carregar', 'transportar'. A forma 'carregava' surge da conjugação do verbo 'carregar' no pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular. A adição do pronome 'a' em ênclise ('carregava-a') é uma característica da sintaxe do português arcaico e medieval, onde a ênclise era mais comum, especialmente após verbos terminados em vogal.
Evolução Sintática e Uso Literário
Séculos XIV-XVIII — A ênclise ('carregava-a') era a norma em textos literários e formais. A palavra era usada em seu sentido literal de transportar peso, mas também em sentidos figurados como 'suportar um fardo', 'ter responsabilidade' ou 'estar impregnado de algo'. A estrutura 'carregava-a' era comum em obras de Camões, por exemplo.
Mudança Sintática e Uso Contemporâneo
Séculos XIX-XXI — Com a evolução do português brasileiro, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente em contextos informais e, gradualmente, em contextos formais. No entanto, a ênclise ('carregava-a') ainda é gramaticalmente correta e utilizada em contextos literários, formais ou para dar ênfase específica à ação ou ao objeto carregado. O uso é menos frequente na fala cotidiana, mas presente na escrita culta e em citações.
Do latim 'carricare', que significa 'carregar um carro'.