carteirista

Derivado de 'carteira' + sufixo '-ista'.

Origem

Século XIX

Derivação do substantivo 'carteira' (do latim 'cartera', folha de papel, e posteriormente bolsa) com o sufixo '-ista', que denota agente ou praticante de uma ação. A formação é analógica a outras profissões ou atividades.

Mudanças de sentido

Século XIX - Atualidade

O sentido da palavra 'carteirista' permaneceu estável ao longo do tempo, sempre se referindo à pessoa que furta carteiras. Não há registros de ressignificações significativas ou de ampliação para outros contextos.

A estabilidade semântica da palavra 'carteirista' contrasta com a evolução de outros termos relacionados a crimes ou ofícios, que por vezes adquirem conotações pejorativas ou se tornam obsoletos. 'Carteirista' mantém sua especificidade e formalidade.

Primeiro registro

Século XIX

A palavra 'carteirista' começa a aparecer em registros linguísticos e documentais a partir do século XIX, coincidindo com o crescimento urbano e a maior circulação de pessoas em espaços públicos, o que favorecia a prática do furto de carteiras.

Momentos culturais

Século XX

A figura do 'carteirista' é frequentemente retratada em obras literárias e cinematográficas brasileiras, especialmente em narrativas que abordam a vida urbana, a marginalidade e o cotidiano das grandes cidades. Exemplos podem ser encontrados em romances e filmes policiais da época.

Conflitos sociais

Século XIX - Atualidade

A palavra 'carteirista' está intrinsecamente ligada a conflitos sociais relacionados à segurança pública, criminalidade urbana e desigualdade social. O termo designa um tipo específico de crime que afeta a população em geral, gerando sentimentos de insegurança e desconfiança.

Vida emocional

Século XIX - Atualidade

A palavra 'carteirista' carrega um peso negativo, associado à desonestidade, à vulnerabilidade da vítima e à ação criminosa. Evoca sentimentos de repulsa, medo e indignação.

Representações

Século XX - Atualidade

A figura do carteirista é recorrente em novelas, filmes e séries brasileiras, muitas vezes retratada como um personagem astuto, ágil e parte do submundo urbano. Essas representações ajudam a moldar a percepção pública do ofício e do indivíduo.

Comparações culturais

Século XIX - Atualidade

Inglês: 'pickpocket' (literalmente 'aquele que furta bolsos'). Espanhol: 'carterista' (termo idêntico ao português, derivado de 'cartera'). Alemão: 'Taschendieb' (ladrão de bolso). Francês: 'pickpocket' (empréstimo do inglês) ou 'voleur à la tire' (ladrão de puxar).

Relevância atual

Atualidade

'Carteirista' continua sendo um termo relevante e amplamente utilizado no Brasil para descrever um tipo específico de crime e o indivíduo que o pratica. Sua presença em notícias, relatos policiais e discussões sobre segurança urbana mantém sua vitalidade lexical e social.

Formação da Palavra

Século XIX - Derivação do substantivo 'carteira' (bolsa para guardar dinheiro e documentos) com o sufixo '-ista', indicando profissão ou agente. A palavra surge para nomear o indivíduo que atua no furto de carteiras.

Consolidação e Uso

Século XX - A palavra 'carteirista' se estabelece no vocabulário como termo comum para designar o ladrão especializado em subtrair carteiras, especialmente em aglomerações urbanas e transportes públicos. Sua entrada na língua é formal e dicionarizada, refletindo um fenômeno social específico.

Uso Contemporâneo

Atualidade - 'Carteirista' mantém seu significado original e é amplamente utilizada em contextos jurídicos, policiais e jornalísticos. A palavra é formal e dicionarizada, sem grandes ressignificações ou popularização em gírias específicas.

carteirista

Derivado de 'carteira' + sufixo '-ista'.

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