cegar
Do latim 'caecare'.
Origem
Do latim 'caecare', que significa tornar cego, privar da vista. Deriva de 'caecus', cego.
Mudanças de sentido
Sentido literal de perder a visão, presente no português arcaico.
Desenvolvimento do sentido figurado: ofuscar, deslumbrar, impedir o raciocínio, como em 'cegado pela ambição' ou 'cegado pelo amor'.
Essa transição para o sentido figurado é comum em muitas línguas, onde a privação física de um sentido (visão) é metaforicamente aplicada a estados mentais ou emocionais que impedem a clareza.
Mantém os sentidos literal e figurado, com uso frequente em expressões idiomáticas e contextos metafóricos.
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa, como em crônicas e textos religiosos, onde o sentido literal era predominante.
Momentos culturais
Presente em obras literárias barrocas, explorando o tema da ilusão e da cegueira espiritual ou emocional.
Utilizado em letras de música popular e em títulos de filmes e novelas para evocar temas de paixão avassaladora ou engano.
Comparações culturais
Inglês: 'to blind' (literal e figurado, com usos similares como 'blinded by love/ambition'). Espanhol: 'cegar' (idêntico em origem e uso, tanto literal quanto figurado). Francês: 'aveugler' (literal e figurado). Italiano: 'accecare' (literal e figurado).
Relevância atual
O verbo 'cegar' continua sendo uma palavra fundamental na língua portuguesa, tanto em seu sentido literal de perda de visão quanto em seus múltiplos usos figurados para descrever estados de encantamento, ignorância voluntária ou desorientação mental e emocional. Sua presença é constante na mídia, na literatura e na fala cotidiana.
Origem Etimológica
Do latim 'caecare', que significa tornar cego, privar da vista. Deriva de 'caecus', cego.
Entrada no Português
O verbo 'cegar' já estava presente no português arcaico, mantendo seu sentido literal de perder a visão.
Evolução de Sentido
O sentido figurado de 'cegar' como ofuscar, deslumbrar ou impedir o raciocínio se desenvolve, especialmente em contextos de paixão, poder ou ilusão.
Uso Contemporâneo
Mantém o sentido literal e figurado, sendo comum em diversas esferas da linguagem, desde o cotidiano até a literatura e a mídia.
Do latim 'caecare'.