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cessar-a-convivencia

Composto do verbo 'cessar' e da locução substantiva 'a convivência'.

Origem

Século XVI

Formação do português brasileiro. Deriva da junção do verbo 'cessar' (do latim 'cessare' - parar, deixar de fazer) e do substantivo 'convivência' (do latim 'convivium' - banquete, vida em comum). A expressão é uma construção direta para indicar o fim da vida compartilhada.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Sentido literal de 'parar de viver junto', aplicado a relações familiares e matrimoniais.

Século XIX - XX

Ganhou conotação jurídica e social, associada à separação formal e ao divórcio. → ver detalhes

Com a evolução das leis de família e o aumento das taxas de divórcio, a expressão passou a ser um termo técnico em processos judiciais e em discussões sobre a dissolução de casamentos e uniões estáveis, indicando o fim legal da coabitação e da relação conjugal.

Século XXI

Mantém o sentido literal e jurídico, mas pode ser vista como formal ou até um pouco arcaica em conversas informais, sendo substituída por 'separar', 'terminar o relacionamento', 'divorciar-se'.

Primeiro registro

Século XVIII

Registros em documentos legais e eclesiásticos que tratam de separações e dissoluções de matrimônio, embora a expressão possa ter sido usada oralmente antes disso. A formalização escrita em documentos jurídicos é mais provável a partir deste período.

Momentos culturais

Século XX

A expressão aparece em obras literárias e roteiros de novelas e filmes que abordam temas de divórcio, separação e conflitos familiares, refletindo as mudanças sociais na estrutura familiar.

Conflitos sociais

Século XX

Associada a debates sobre o divórcio, a moralidade familiar e os direitos individuais em detrimento da unidade familiar tradicional. A decisão de 'cessar a convivência' frequentemente gerava estigma social.

Vida emocional

Século XIX - Atualidade

A expressão carrega um peso emocional significativo, associado ao fim de laços afetivos, à dor da separação, à reestruturação familiar e à busca por autonomia. É frequentemente ligada a sentimentos de perda, mas também de alívio ou recomeço.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A expressão é encontrada em artigos jurídicos online, notícias sobre divórcios de celebridades e em fóruns de discussão sobre relacionamentos. Menos comum em memes ou viralizações, que tendem a usar termos mais curtos e diretos.

Representações

Século XX - XXI

Presente em roteiros de novelas, filmes e séries que retratam dramas familiares, processos de divórcio e as consequências da separação para os envolvidos e para a sociedade.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'cessation of cohabitation' (mais formal, legal), 'breakup' (geral), 'separation' (legal ou informal). Espanhol: 'cese de la convivencia' (formal, legal), 'separación' (geral), 'ruptura'. Francês: 'cessation de la vie commune' (formal), 'séparation'. Alemão: 'Aufhebung des Zusammenlebens' (legal), 'Trennung'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'cessar a convivência' mantém sua relevância em contextos formais, especialmente no âmbito jurídico e em notícias que tratam de separações e divórcios. Em conversas cotidianas, termos mais informais são preferidos, mas a expressão ainda é compreendida e utilizada para denotar o fim oficial de uma relação de vida em comum.

Origem e Evolução

Século XVI - Formação do português brasileiro a partir do português arcaico. A expressão 'cessar a convivência' surge como uma construção literal para descrever o fim da vida em comum, especialmente em contextos matrimoniais ou familiares. Etimologicamente, 'cessar' vem do latim 'cessare' (parar, deixar de fazer) e 'convivência' do latim 'convivium' (banquete, vida em comum).

Formalização Jurídica e Social

Século XIX - XX - A expressão ganha contornos mais formais com o desenvolvimento do direito de família e a necessidade de termos para descrever a separação legal e a dissolução de lares. Começa a ser utilizada em documentos legais e discussões sobre divórcio e separação.

Uso Contemporâneo

Século XXI - A expressão 'cessar a convivência' é amplamente utilizada em contextos jurídicos, jornalísticos e em discussões sociais sobre relacionamentos. Mantém seu sentido literal, mas pode ser substituída por termos mais coloquiais ou específicos dependendo do contexto.

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Composto do verbo 'cessar' e da locução substantiva 'a convivência'.

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