cetrino

Do latim 'citrinus', relativo a limão, amarelado.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do latim 'citrinus', que por sua vez vem de 'citrus' (limão). A associação primária é com a cor amarela da casca do limão.

Mudanças de sentido

Latim e Português Medieval

Cor amarelada, associada a elementos naturais (frutas, flores).

Português Clássico e Moderno

Amarelo pálido, amarelado, tom de pele doentio ou pálido, melancólico.

A cor cetrina passou a ser associada a um estado de saúde precário, a uma palidez que denota doença ou sofrimento, e também a um estado de espírito melancólico ou abatido.

Atualidade

Mantém o sentido de amarelo pálido ou amarelado, com uso mais restrito a contextos literários ou descrições específicas. A conotação de doença ou palidez extrema ainda é presente, mas menos frequente no uso geral.

No Brasil contemporâneo, 'cetrino' é uma palavra de vocabulário mais restrito, encontrada em textos literários, descrições de arte ou em contextos que buscam uma nuance específica para o amarelo pálido ou para uma aparência de saúde fragilizada.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos literários e glossários medievais portugueses, atestando sua entrada no léxico.

Momentos culturais

Romantismo e Pós-Romantismo

A palavra 'cetrino' foi frequentemente utilizada na literatura para evocar imagens de melancolia, doença e beleza etérea, associada a personagens frágeis ou a descrições de paisagens sombrias.

Poesia Contemporânea

Ainda aparece em poemas que buscam cores específicas e conotações de fragilidade ou beleza peculiar.

Comparações culturais

Inglês: 'Citrine' (cor amarela ou amarelo-pálido, nome de uma pedra preciosa). Espanhol: 'Citrino' (cor amarela, semelhante à do limão; também nome de uma variedade de quartzo). O sentido de palidez doentia é mais forte em português.

Francês: 'Citrin' (amarelo-pálido, cor de limão). Italiano: 'Citrino' (amarelo-pálido, cor de limão).

Relevância atual

Atualidade

No português brasileiro, 'cetrino' é uma palavra de uso restrito, mais comum em contextos literários, artísticos ou em descrições que exigem uma nuance específica para o amarelo pálido ou para uma aparência de fragilidade. Não possui grande presença no vocabulário coloquial ou digital.

Origem Etimológica e Entrada no Latim

Século XIII — do latim vulgar 'citrinus', derivado de 'citrus' (limão), referindo-se à cor amarela característica da casca do limão.

Evolução no Português Medieval e Clássico

Séculos XIV-XVI — A palavra 'cetrino' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de cor amarelada, frequentemente associada a elementos naturais como frutas e flores, e também a tons de pele pálidos ou doentios.

Uso Moderno e Figurado

Séculos XVII-XIX — O uso de 'cetrino' se consolida na literatura e na linguagem culta, expandindo seu sentido para descrever um estado de saúde debilitado, melancolia ou um tom de pele pálido e sem viço, muitas vezes associado a doenças ou sofrimento.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX-Atualidade — 'Cetrino' é uma palavra menos comum no uso coloquial brasileiro, mas ainda presente em contextos literários, poéticos ou para descrever cores específicas de forma mais elaborada. Mantém a conotação de amarelo pálido, amarelado, ou um estado de saúde fragilizado.

cetrino

Do latim 'citrinus', relativo a limão, amarelado.

PalavrasConectando idiomas e culturas