chateavam-se

Derivado do verbo 'chatear' (origem incerta, possivelmente do francês 'chagrin' ou do latim 'captare') com o pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XVI

Do francês 'chagrin' (aborrecimento, desgosto), possivelmente do grego 'karkhínos' (caranguejo). O verbo 'chatear' surge em português com o sentido de aborrecer, incomodar. A forma pronominal 'chatear-se' se desenvolve para indicar o estado de estar aborrecido.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

O sentido principal de aborrecimento, tédio ou irritação leve a moderada se estabelece e se mantém. A forma 'chateavam-se' descreve ações passadas de forma contínua ou habitual.

Século XX-Atualidade

O sentido original de aborrecimento e enfado é preservado. A palavra é usada em diversos registros, do informal ao formal, para descrever estados de descontentamento.

Primeiro registro

Século XVI

Registros do verbo 'chatear' e suas derivações começam a aparecer em textos portugueses, indicando sua entrada na língua.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis, onde a forma 'chateavam-se' pode aparecer descrevendo o tédio da sociedade ou o descontentamento de personagens.

Anos 1980-1990

A palavra 'chato' e suas variações, incluindo 'chateavam-se', tornam-se comuns em gírias e na linguagem popular, por vezes com um tom mais leve ou irônico.

Vida emocional

Século XVI-Atualidade

Associada a sentimentos de aborrecimento, enfado, irritação e, por vezes, tédio. A forma 'chateavam-se' evoca uma situação passada de descontentamento prolongado ou repetitivo.

Vida digital

Anos 2000-Atualidade

A palavra 'chato' e suas conjugações, como 'chateavam-se', são usadas em redes sociais, fóruns e mensagens instantâneas. A forma 'chateavam-se' pode aparecer em contextos de humor, ironia ou para descrever situações cotidianas de forma exagerada.

Atualidade

Buscas por sinônimos de 'chateavam-se' ou por formas de expressar tédio e aborrecimento são comuns. A palavra mantém sua relevância na comunicação digital informal.

Representações

Anos 1970-Atualidade

A palavra 'chateavam-se' e seus derivados aparecem em diálogos de novelas, filmes e séries brasileiras, retratando personagens em situações de descontentamento, tédio ou aborrecimento com o cotidiano ou com outras pessoas.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'were getting bored', 'were annoyed', 'were fed up'. Espanhol: 'se aburrían', 'se molestaban', 'se fastidiaban'. Francês: 's'ennuyaient', 's'agacçaient'.

Relevância atual

Atualidade

'Chateavam-se' permanece como uma forma verbal expressiva e comum no português brasileiro para descrever estados de aborrecimento ou tédio no passado. Sua simplicidade e clareza garantem sua persistência na comunicação oral e escrita, especialmente em contextos informais e literários.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - Deriva do francês 'chagrin' (aborrecimento, desgosto), que por sua vez tem origem incerta, possivelmente do grego 'karkhínos' (caranguejo, em referência a uma dor que aperta). A forma verbal 'chatear' surge em português com o sentido de aborrecer, incomodar. A forma pronominal 'chatear-se' se consolida para indicar o estado de estar aborrecido.

Evolução do Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - O verbo 'chatear-se' é amplamente utilizado na literatura e na fala cotidiana para expressar aborrecimento, tédio ou irritação leve a moderada. A forma 'chateavam-se' (pretérito imperfeito do indicativo) descreve ações contínuas ou habituais de aborrecimento no passado.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade - 'Chateavam-se' continua a ser uma forma verbal comum no português brasileiro, mantendo seu sentido original de aborrecimento ou irritação. É frequentemente usada em contextos informais e formais para descrever estados de descontentamento ou enfado.

chateavam-se

Derivado do verbo 'chatear' (origem incerta, possivelmente do francês 'chagrin' ou do latim 'captare') com o pronome reflexivo 'se'.

PalavrasConectando idiomas e culturas