cheiros
Do latim 'sapor', pelo português arcaico 'cheiro'.
Origem
Do latim 'sapor', que significava gosto, sabor, e também cheiro, odor. A raiz latina já continha a dualidade de sentidos.
Mudanças de sentido
O sentido de 'cheiro' como odor se fortalece, enquanto 'sabor' se torna mais específico. O plural 'cheiros' começa a ser usado para descrever uma gama de odores.
A distinção entre 'cheiro' (geral ou agradável) e 'odor' (geralmente desagradável) se acentua. 'Cheiros' no plural pode indicar uma mistura de aromas, como em 'os cheiros da feira'.
O plural 'cheiros' é usado de forma genérica para sensações olfativas, podendo ser positivo ou negativo dependendo do contexto. A palavra 'odor' ainda é usada, mas 'cheiro' é mais comum no dia a dia.
Em contextos mais formais ou técnicos, 'odor' pode ser preferido para odores desagradáveis. No entanto, no uso coloquial, 'cheiros' abrange tudo. Ex: 'Que cheiros bons vêm da cozinha!' vs. 'Que cheiros estranhos saem do lixo!'
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa já utilizam 'cheiro' com o sentido de odor, embora a distinção com 'sabor' ainda estivesse em formação. (Referência: Corpus de Textos Antigos da Língua Portuguesa)
Momentos culturais
Presente em descrições literárias para evocar ambientes e emoções, como em 'Os Lusíadas' de Camões, onde os cheiros da terra e do mar são descritos.
Frequentemente aparece em letras de MPB para criar imagens sensoriais, associando cheiros a memórias e sentimentos. Ex: 'Cheiro de Mato', 'Cheiro de Saudade'.
Vida emocional
A palavra 'cheiros' carrega uma forte carga emocional, frequentemente ligada a memórias afetivas, nostalgia e identidade. Cheiros agradáveis evocam conforto e prazer, enquanto cheiros desagradáveis podem gerar repulsa e desconforto.
Vida digital
Termos como 'cheiro de', 'cheiros bons', 'cheiros ruins' são comuns em buscas e redes sociais. Usado em memes e posts sobre experiências cotidianas, culinária, perfumes e até mesmo em contextos humorísticos sobre odores corporais.
Representações
Utilizado em diálogos para descrever cenários, criar atmosfera ou expressar reações a ambientes. Ex: 'sentir o cheiro da chuva', 'o cheiro de mofo na casa antiga'.
Comparações culturais
Inglês: 'smell' (geral), 'scent' (agradável, perfume), 'odor' (desagradável). Espanhol: 'olor' (geral, pode ser neutro ou negativo), 'aroma' (agradável). O português 'cheiro' abrange uma gama mais ampla que o inglês 'smell' e é mais neutro que o espanhol 'olor' em alguns contextos, especialmente no plural 'cheiros'.
Relevância atual
A palavra 'cheiros' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo fundamental para a descrição sensorial. Sua versatilidade permite o uso em contextos informais e formais, literários e cotidianos, mantendo uma forte conexão com a memória e a emoção.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'sapor', que significa gosto, sabor, e também cheiro, odor. Inicialmente, a palavra em português se referia mais a 'sabor', mas o sentido de 'odor' já estava presente.
Evolução do Sentido e Diversificação
Séculos XIV-XVIII - A palavra 'cheiro' consolida seu uso para sensações olfativas, tanto agradáveis quanto desagradáveis. Começa a se diferenciar de 'odor', que passa a ter uma conotação mais negativa. O plural 'cheiros' é usado para se referir a uma variedade de odores.
Uso Contemporâneo e Nuances
Século XIX - Atualidade - 'Cheiros' é amplamente utilizado para descrever odores em geral, com a conotação dependendo do contexto. Pode referir-se a perfumes, aromas de comida, ou odores desagradáveis. O plural é comum para abranger a multiplicidade de sensações olfativas.
Do latim 'sapor', pelo português arcaico 'cheiro'.