citastes
Do latim 'citare'.
Origem
Do latim 'citare', com significados de chamar, convocar, mover rapidamente, incitar, e também citar (em referência a textos ou leis).
Mudanças de sentido
O sentido original de 'chamar' ou 'convocar' se manteve, mas a forma verbal 'citastes' passou a ser associada a um registro linguístico específico.
O verbo 'citar' em latim possuía uma gama de significados que incluíam desde o ato físico de mover algo até o ato de invocar ou chamar à justiça. No português, esses sentidos foram herdados, mas a conjugação 'citastes' ficou atrelada ao uso de 'vós'.
A forma 'citastes' perdeu a vitalidade no uso diário, sendo substituída por construções com 'vocês' ou pela terceira pessoa do plural. O sentido de 'citar' (referir-se a um texto) é o mais comum hoje, mas a conjugação específica é rara.
A evolução gramatical do português, com a ascensão de 'vocês' como pronome de tratamento informal e formal em muitas regiões, levou ao declínio do uso de 'vós' e, consequentemente, de suas conjugações como 'citastes'. O sentido de 'citar' um texto ou autor é o mais persistente, mas a forma verbal em si é um marcador de arcaísmo ou formalidade extrema.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico que utilizam a conjugação verbal 'citastes' em referência ao pronome 'vós', em documentos legais, religiosos e literários.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como as de Camões, onde o uso de 'vós' era comum para dirigirse a personagens ou em contextos poéticos.
Mantido em documentos formais e textos religiosos, como a Bíblia em traduções mais antigas, onde o pronome 'vós' era empregado.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal 'you cited' (segunda pessoa do plural ou singular, passado simples) é o equivalente funcional, mas sem a distinção formal de 'vós' vs. 'tu' que existia em português e outras línguas românicas. O inglês moderno não possui uma forma verbal distinta para a segunda pessoa do plural. Espanhol: 'vosotros citasteis' (ou 'ustedes citaron' em contextos mais formais ou em algumas regiões da América Latina) carrega uma similaridade direta na conjugação para a segunda pessoa do plural, mas também tem visto um declínio no uso de 'vosotros' em favor de 'ustedes' em muitas variantes. Francês: 'vous citâtes' (passé simple) é a forma correspondente para a segunda pessoa do plural, mas o passé simple é raramente usado na fala e limitado à escrita formal e literária, similar ao declínio de 'citastes' no português brasileiro.
Relevância atual
A palavra 'citastes' é considerada arcaica no português brasileiro coloquial. Sua presença é notada em estudos linguísticos, em textos históricos, em citações de obras antigas, ou em contextos que intencionalmente buscam um tom formal, solene ou antiquado. Não possui presença em gírias ou na linguagem digital informal.
Origem Etimológica e Latim
A palavra 'citastes' deriva do verbo latino 'citare', que significa 'chamar', 'convocar', 'mover rapidamente' ou 'citar'. Essa raiz latina remonta ao período clássico.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'citar' e suas conjugações, como 'citastes', foram incorporados ao português através do latim vulgar. A forma 'citastes' é a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado realizada por 'vós'.
Uso Formal e Literário
Durante séculos, 'citastes' foi amplamente utilizada em contextos formais, jurídicos e literários, especialmente em textos que empregavam a segunda pessoa do plural ('vós') como pronome de tratamento formal ou em narrativas mais antigas.
Declínio do Uso e Contexto Atual
Com a predominância do pronome 'vocês' (derivado de 'Vossa Mercê') e a consequente substituição de 'vós' na maioria das variedades do português, especialmente no Brasil, a forma 'citastes' tornou-se rara no uso coloquial. Sua ocorrência é hoje restrita a textos arcaicos, religiosos, jurídicos formais ou em contextos literários que buscam um efeito de estilo específico.
Do latim 'citare'.