cobiçar

Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'desejoso'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'concupiscere', que significa desejar intensamente, ter ânsia por algo. Deriva de 'cupere', desejar.

Mudanças de sentido

Idade Média

Associada à ganância, ao pecado capital (luxúria, avareza) e a um desejo moralmente condenável.

Séculos XV - XIX

Mantém a conotação negativa, mas o escopo do desejo se amplia para incluir bens, status e pessoas.

Atualidade

Palavra formal, dicionarizada, com o sentido de desejar ardentemente algo alheio ou ter inveja.

Embora o sentido principal permaneça, o uso em contextos informais é menos frequente, cedendo espaço a expressões mais brandas ou diretas. A palavra 'cobiçar' ainda carrega um peso moral e social significativo.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos antigos da língua portuguesa, como em obras religiosas e jurídicas, onde o conceito de cobiça era frequentemente discutido.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em relatos sobre a sociedade colonial, a busca por riquezas e status, e em obras literárias que retratavam as ambições humanas.

Século XX

Utilizada em romances, novelas e filmes para descrever personagens movidos por desejos intensos, muitas vezes com fins ilícitos ou moralmente questionáveis.

Conflitos sociais

Diversos

A cobiça é frequentemente associada a conflitos sociais decorrentes da desigualdade, da busca por poder e da inveja de bens alheios, temas recorrentes em discussões sobre justiça social e ética.

Vida emocional

Histórico

Carrega um peso emocional negativo, associado à ganância, à inveja e a um desejo considerado excessivo ou pecaminoso. Evoca sentimentos de desaprovação moral.

Vida digital

Atualidade

Menos comum em buscas diretas, mas o conceito de 'cobiça' aparece em discussões sobre ética, moralidade, e em conteúdos relacionados a crimes e ambições desmedidas. Não há registros de viralizações ou memes específicos com a palavra 'cobiçar'.

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente representada em personagens de novelas, filmes e séries que são movidos por desejos proibidos, ganância ou inveja, como antagonistas ou figuras moralmente ambíguas.

Comparações culturais

Inglês: 'Covet' (desejar ardentemente algo que pertence a outra pessoa, muitas vezes com conotação de inveja ou ganância). Espanhol: 'Codiciar' (desejar com avidez, especialmente bens alheios ou algo que não se tem). Francês: 'Convoiter' (desejar ardentemente, cobiçar).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'cobiçar' mantém sua relevância em contextos formais e literários para descrever um desejo intenso e muitas vezes problemático. Continua a ser um termo importante para discutir ética, moralidade e as complexidades das relações humanas e da ambição.

Origem Latina

Deriva do latim 'concupiscere', que significa desejar intensamente, ter ânsia por algo. O termo latino, por sua vez, tem origem em 'cupere', que significa desejar.

Entrada no Português

A palavra 'cobiçar' foi incorporada ao vocabulário português em seus primórdios, mantendo o sentido de desejo intenso, muitas vezes com conotação negativa, associada à ganância e ao pecado.

Evolução de Sentido

Ao longo dos séculos, 'cobiçar' manteve seu núcleo semântico de desejo forte, mas seu uso se expandiu para abranger não apenas bens materiais, mas também posições, status e até mesmo pessoas.

Uso Contemporâneo

No português brasileiro atual, 'cobiçar' é uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários, mantendo o sentido de desejar ardentemente algo que pertence a outrem ou de ter inveja. É menos comum em conversas informais, onde sinônimos como 'querer muito' ou 'desejar' podem ser preferidos.

cobiçar

Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'desejoso'.

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