cobiçar
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'desejoso'.
Origem
Do latim 'concupiscere', que significa desejar intensamente, ter ânsia por algo. Deriva de 'cupere', desejar.
Mudanças de sentido
Associada à ganância, ao pecado capital (luxúria, avareza) e a um desejo moralmente condenável.
Mantém a conotação negativa, mas o escopo do desejo se amplia para incluir bens, status e pessoas.
Palavra formal, dicionarizada, com o sentido de desejar ardentemente algo alheio ou ter inveja.
Embora o sentido principal permaneça, o uso em contextos informais é menos frequente, cedendo espaço a expressões mais brandas ou diretas. A palavra 'cobiçar' ainda carrega um peso moral e social significativo.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, como em obras religiosas e jurídicas, onde o conceito de cobiça era frequentemente discutido.
Momentos culturais
Presente em relatos sobre a sociedade colonial, a busca por riquezas e status, e em obras literárias que retratavam as ambições humanas.
Utilizada em romances, novelas e filmes para descrever personagens movidos por desejos intensos, muitas vezes com fins ilícitos ou moralmente questionáveis.
Conflitos sociais
A cobiça é frequentemente associada a conflitos sociais decorrentes da desigualdade, da busca por poder e da inveja de bens alheios, temas recorrentes em discussões sobre justiça social e ética.
Vida emocional
Carrega um peso emocional negativo, associado à ganância, à inveja e a um desejo considerado excessivo ou pecaminoso. Evoca sentimentos de desaprovação moral.
Vida digital
Menos comum em buscas diretas, mas o conceito de 'cobiça' aparece em discussões sobre ética, moralidade, e em conteúdos relacionados a crimes e ambições desmedidas. Não há registros de viralizações ou memes específicos com a palavra 'cobiçar'.
Representações
Frequentemente representada em personagens de novelas, filmes e séries que são movidos por desejos proibidos, ganância ou inveja, como antagonistas ou figuras moralmente ambíguas.
Comparações culturais
Inglês: 'Covet' (desejar ardentemente algo que pertence a outra pessoa, muitas vezes com conotação de inveja ou ganância). Espanhol: 'Codiciar' (desejar com avidez, especialmente bens alheios ou algo que não se tem). Francês: 'Convoiter' (desejar ardentemente, cobiçar).
Relevância atual
A palavra 'cobiçar' mantém sua relevância em contextos formais e literários para descrever um desejo intenso e muitas vezes problemático. Continua a ser um termo importante para discutir ética, moralidade e as complexidades das relações humanas e da ambição.
Origem Latina
Deriva do latim 'concupiscere', que significa desejar intensamente, ter ânsia por algo. O termo latino, por sua vez, tem origem em 'cupere', que significa desejar.
Entrada no Português
A palavra 'cobiçar' foi incorporada ao vocabulário português em seus primórdios, mantendo o sentido de desejo intenso, muitas vezes com conotação negativa, associada à ganância e ao pecado.
Evolução de Sentido
Ao longo dos séculos, 'cobiçar' manteve seu núcleo semântico de desejo forte, mas seu uso se expandiu para abranger não apenas bens materiais, mas também posições, status e até mesmo pessoas.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro atual, 'cobiçar' é uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários, mantendo o sentido de desejar ardentemente algo que pertence a outrem ou de ter inveja. É menos comum em conversas informais, onde sinônimos como 'querer muito' ou 'desejar' podem ser preferidos.
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus', 'desejoso'.