cobiçarás
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).
Origem
Do latim 'cupiditas', que significa desejo intenso, avidez, ganância. O verbo 'cobiçar' é um derivado.
Mudanças de sentido
Associado a desejo pecaminoso, avareza e inveja, especialmente em sermões e textos religiosos.
O sentido de desejo intenso se mantém, mas a conotação moral negativa pode ser atenuada em alguns contextos, embora a ideia de avidez persista.
O sentido principal de desejar intensamente o que é de outrem, com forte componente de inveja, permanece. A forma 'cobiçarás' é rara no discurso cotidiano.
A forma verbal 'cobiçarás' é uma flexão específica que remete a um futuro de ação desejada ou proibida, comum em textos de lei ou religiosos, como os Dez Mandamentos ('Não cobiçarás'). Sua raridade no uso moderno a confina a contextos mais formais ou arcaicos.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, como traduções de textos religiosos e obras literárias medievais, onde o verbo 'cobiçar' e suas conjugações já aparecem.
Momentos culturais
A proibição de 'cobiçar' é um dos Dez Mandamentos bíblicos, influenciando profundamente a moral e a ética ocidentais. A forma 'cobiçarás' é diretamente ligada a essa proibição.
Presença em obras que exploram a natureza humana, vícios e desejos, como em Camões ou Padre Antônio Vieira, onde a palavra carrega peso moral e psicológico.
Vida emocional
Fortemente associada a sentimentos negativos como inveja, ganância, cobiça e desejo ilícito. Carrega um peso moral e de transgressão.
Comparações culturais
Inglês: 'Covet' (do latim 'cupidus', similar a 'cobiçar') e 'desire'. A forma 'Thou shalt not covet' (Não cobiçarás) é a tradução direta do mandamento bíblico. Espanhol: 'Codiciar' (do latim 'cupiditas'), com o mandamento 'No codiciarás'. Ambos os idiomas compartilham a raiz latina e a conotação moral negativa em contextos religiosos.
Relevância atual
A forma 'cobiçarás' é raramente usada no dia a dia, soando arcaica ou formal. O verbo 'cobiçar' ainda existe, mas é menos comum que 'desejar' ou 'querer'. A conotação negativa de inveja e ganância persiste quando o verbo é empregado.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'cupiditas', que significa desejo intenso, avidez, ganância. A forma 'cobiçarás' é a segunda pessoa do singular do futuro do presente do indicativo do verbo 'cobiçar'.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Frequentemente associada a um desejo pecaminoso ou moralmente condenável, especialmente em contextos religiosos. Renascimento e Período Moderno - O sentido começa a se expandir, podendo referir-se a um desejo forte por algo, não necessariamente negativo, mas ainda com conotação de avidez.
Uso Contemporâneo
Atualidade - Mantém o sentido de desejar intensamente algo, frequentemente o que pertence a outrem, com forte carga de inveja ou ganância. A forma 'cobiçarás' é arcaica no uso coloquial, sendo mais encontrada em textos literários, religiosos ou em citações.
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).