cobriram-se-de-fumaca
Formado pela conjugação do verbo 'cobrir' (latim 'cooperire') com os pronomes 'se' e a preposição 'de' e o substantivo 'fumaça'.
Origem
Formada pela junção do verbo 'cobrir' (do latim 'cooperire', cobrir, esconder) com o pronome reflexivo 'se' e o substantivo 'fumaça' (do latim 'fumus', fumaça). A expressão surge como uma descrição literal de um evento.
Mudanças de sentido
Sentido estritamente literal, descrevendo a ação física de ser coberto por fumaça.
Início da transição para o sentido figurado, associando fumaça à confusão, desinformação ou ocultação.
A fumaça, que fisicamente impede a visão, passa a ser uma metáfora para o que impede o entendimento claro de uma situação ou fato.
Predominantemente figurado, indicando manipulação informacional ou obscurantismo.
Em contextos contemporâneos, 'cobriram-se de fumaça' é sinônimo de 'tentaram esconder a verdade', 'criaram um clima de confusão proposital' ou 'usaram desinformação para desviar o foco'.
Primeiro registro
Registros em crônicas e relatos de eventos históricos que envolviam fumaça em larga escala, como incêndios urbanos ou batalhas.
Momentos culturais
Presença em descrições literárias de cenas dramáticas, como incêndios em romances de folhetim ou o uso de artilharia em narrativas históricas.
Uso em discursos políticos para acusar oponentes de obscurecerem fatos ou criarem cortinas de fumaça para esconderem suas ações.
Referenciada em discussões sobre 'fake news', desinformação e manipulação da opinião pública em debates online e na mídia.
Vida digital
A expressão literal 'cobriram-se de fumaça' tem baixa frequência em buscas online. O termo 'cortina de fumaça' é mais comum em discussões digitais sobre política e mídia.
Pode aparecer em comentários de notícias ou posts de redes sociais como crítica a declarações ou ações que parecem desviar o foco de um problema.
Comparações culturais
Inglês: 'To throw a smoke screen' (jogar uma cortina de fumaça) ou 'to cloud the issue' (nublar a questão). Espanhol: 'Echar humo' (soltar fumaça, no sentido de criar confusão) ou 'crear una cortina de humo'. A ideia de usar fumaça como metáfora para ocultação é comum.
Relevância atual
A expressão, embora não seja de uso corrente no dia a dia, mantém sua força metafórica em contextos de análise crítica sobre comunicação, política e a disseminação de informações. Sua relevância reside na capacidade de evocar a ideia de ocultação e manipulação.
Origem e Formação
Século XVI - Formada pela junção do verbo 'cobrir' (do latim 'cooperire', cobrir, esconder) com o pronome reflexivo 'se' e o substantivo 'fumaça' (do latim 'fumus', fumaça). A expressão surge como uma descrição literal de um evento.
Uso Literário e Histórico
Séculos XVII-XIX - Utilizada em crônicas, relatos de batalhas e descrições de eventos onde a fumaça era um elemento visual proeminente, como incêndios ou o uso de artilharia. O sentido permanece literal.
Ressignificação Simbólica
Século XX - Começa a ser usada metaforicamente para descrever situações de confusão, desinformação ou ocultação de fatos. A fumaça passa a representar o que impede a clareza.
Uso Contemporâneo
Século XXI - A expressão é raramente usada em seu sentido literal. Sua aplicação mais comum é em contextos figurados, referindo-se a tentativas de obscurecer a verdade, criar desordem informacional ou mascarar intenções. Pode aparecer em debates políticos, análises de mídia ou discussões sobre 'fake news'.
Formado pela conjugação do verbo 'cobrir' (latim 'cooperire') com os pronomes 'se' e a preposição 'de' e o substantivo 'fumaça'.