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cobriram-se-de-fumaca

Formado pela conjugação do verbo 'cobrir' (latim 'cooperire') com os pronomes 'se' e a preposição 'de' e o substantivo 'fumaça'.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'cobrir' (do latim 'cooperire', cobrir, esconder) com o pronome reflexivo 'se' e o substantivo 'fumaça' (do latim 'fumus', fumaça). A expressão surge como uma descrição literal de um evento.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Sentido estritamente literal, descrevendo a ação física de ser coberto por fumaça.

Século XX

Início da transição para o sentido figurado, associando fumaça à confusão, desinformação ou ocultação.

A fumaça, que fisicamente impede a visão, passa a ser uma metáfora para o que impede o entendimento claro de uma situação ou fato.

Século XXI

Predominantemente figurado, indicando manipulação informacional ou obscurantismo.

Em contextos contemporâneos, 'cobriram-se de fumaça' é sinônimo de 'tentaram esconder a verdade', 'criaram um clima de confusão proposital' ou 'usaram desinformação para desviar o foco'.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas e relatos de eventos históricos que envolviam fumaça em larga escala, como incêndios urbanos ou batalhas.

Momentos culturais

Século XIX

Presença em descrições literárias de cenas dramáticas, como incêndios em romances de folhetim ou o uso de artilharia em narrativas históricas.

Século XX

Uso em discursos políticos para acusar oponentes de obscurecerem fatos ou criarem cortinas de fumaça para esconderem suas ações.

Atualidade

Referenciada em discussões sobre 'fake news', desinformação e manipulação da opinião pública em debates online e na mídia.

Vida digital

A expressão literal 'cobriram-se de fumaça' tem baixa frequência em buscas online. O termo 'cortina de fumaça' é mais comum em discussões digitais sobre política e mídia.

Pode aparecer em comentários de notícias ou posts de redes sociais como crítica a declarações ou ações que parecem desviar o foco de um problema.

Comparações culturais

Inglês: 'To throw a smoke screen' (jogar uma cortina de fumaça) ou 'to cloud the issue' (nublar a questão). Espanhol: 'Echar humo' (soltar fumaça, no sentido de criar confusão) ou 'crear una cortina de humo'. A ideia de usar fumaça como metáfora para ocultação é comum.

Relevância atual

A expressão, embora não seja de uso corrente no dia a dia, mantém sua força metafórica em contextos de análise crítica sobre comunicação, política e a disseminação de informações. Sua relevância reside na capacidade de evocar a ideia de ocultação e manipulação.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela junção do verbo 'cobrir' (do latim 'cooperire', cobrir, esconder) com o pronome reflexivo 'se' e o substantivo 'fumaça' (do latim 'fumus', fumaça). A expressão surge como uma descrição literal de um evento.

Uso Literário e Histórico

Séculos XVII-XIX - Utilizada em crônicas, relatos de batalhas e descrições de eventos onde a fumaça era um elemento visual proeminente, como incêndios ou o uso de artilharia. O sentido permanece literal.

Ressignificação Simbólica

Século XX - Começa a ser usada metaforicamente para descrever situações de confusão, desinformação ou ocultação de fatos. A fumaça passa a representar o que impede a clareza.

Uso Contemporâneo

Século XXI - A expressão é raramente usada em seu sentido literal. Sua aplicação mais comum é em contextos figurados, referindo-se a tentativas de obscurecer a verdade, criar desordem informacional ou mascarar intenções. Pode aparecer em debates políticos, análises de mídia ou discussões sobre 'fake news'.

cobriram-se-de-fumaca

Formado pela conjugação do verbo 'cobrir' (latim 'cooperire') com os pronomes 'se' e a preposição 'de' e o substantivo 'fumaça'.

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