coisa-de-arrepiar
Expressão formada pela junção de 'coisa' (substantivo), 'de' (preposição) e 'arrepiar' (verbo).
Origem
Formação a partir de 'coisa' (latim 'causa') e 'arrepiar' (latim 'adripare', eriçar os pelos). O sentido original era literal, ligado à sensação física de eriçar os pelos.
Mudanças de sentido
Transição do sentido literal para o figurado, focando em experiências que causam forte impacto emocional (medo, espanto, admiração).
Ampliação do uso para descrever situações, eventos ou pessoas que causam grande impressão, mantendo a conotação de algo notável ou impactante.
A expressão 'coisa-de-arrepiar' pode ser usada tanto para algo genuinamente assustador (um filme de terror) quanto para algo surpreendentemente positivo ou impressionante (uma performance artística excepcional, uma notícia chocante).
Primeiro registro
Registros em crônicas e relatos de viagens descrevendo eventos ou fenômenos naturais que causavam 'arrepios', indicando o uso figurado em desenvolvimento. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)
Momentos culturais
Frequente em romances góticos e de aventura, onde o 'arrepiante' era um elemento chave para criar suspense e emoção. (Referência: corpus_literatura_romantica.txt)
Popularização em filmes de terror e suspense, consolidando a expressão no imaginário popular brasileiro.
Uso em programas de TV de suspense, documentários sobre o inexplicável e em narrativas de experiências extremas.
Vida emocional
Associada a sentimentos de medo, pavor, admiração, surpresa e espanto. Carrega um peso emocional significativo, indicando algo que transcende o comum.
Vida digital
Presença em redes sociais, com uso em legendas de fotos e vídeos que retratam situações impressionantes, assustadoras ou chocantes. Frequente em memes e conteúdos virais que exploram o inusitado.
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Representações
Presente em títulos e sinopses de filmes de terror e suspense produzidos no Brasil.
Utilizada em diálogos para descrever eventos dramáticos, assustadores ou surpreendentes dentro das narrativas.
Comparações culturais
Inglês: 'chilling', 'hair-raising', 'spine-chilling', 'awesome' (em sentido de espanto). Espanhol: 'escalofriante', 'que da miedo', 'impresionante'. Francês: 'effrayant', 'terrifiant', 'impressionnant'.
Relevância atual
A expressão mantém sua força e popularidade no português brasileiro, sendo uma forma vívida e comum de expressar espanto, medo ou admiração diante de algo extraordinário ou impactante. Sua polissemia permite o uso em diversos contextos, do cotidiano ao midiático.
Origem e Formação
Século XVI - Formação da locução a partir de 'coisa' (do latim 'causa') e 'arrepiar' (do latim 'adripare', eriçar os pelos). Inicialmente, referia-se a algo que fisicamente causava arrepios, como frio ou medo.
Consolidação do Sentido Figurado
Séculos XVII-XIX - O sentido figurado se consolida, passando a descrever experiências que causam forte impacto emocional, seja de espanto, admiração ou terror. A expressão se torna comum na literatura e na oralidade.
Uso Contemporâneo e Ampliação
Século XX - Atualidade - A expressão mantém seu uso para descrever o impressionante, o assustador ou o admirável, com variações de intensidade e contexto. Amplia-se para descrever situações, eventos ou até mesmo pessoas.
Expressão formada pela junção de 'coisa' (substantivo), 'de' (preposição) e 'arrepiar' (verbo).