collateral
Do inglês 'collateral', do latim 'collateralis', de 'con-' (junto) + 'latus, lateris' (lado).↗ fonte
Origem
Do latim 'collateralis', composto por 'col-' (junto, ao lado) e 'latus' (lado). Literalmente, 'ao lado'.
Mudanças de sentido
Referia-se a algo posicionado ao lado, adjacente.
No contexto financeiro e jurídico, passou a significar 'garantia' ou 'bem dado em garantia' (ex: empréstimo colateral). No sentido de consequência, referia-se a efeitos secundários ou paralelos.
Popularização do termo 'danos colaterais' para descrever consequências não intencionais, muitas vezes negativas, de uma ação principal, especialmente em conflitos e políticas.
O uso em 'danos colaterais' tornou a palavra mais conhecida pelo público geral, associando-a a perdas e efeitos secundários indesejados, como em operações militares ou grandes projetos de infraestrutura.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e financeiros brasileiros, com o sentido de garantia ou bem dado em segurança. O uso de 'danos colaterais' se intensifica a partir do século XX.
Momentos culturais
A expressão 'danos colaterais' tornou-se recorrente na cobertura midiática de conflitos armados, como as guerras no Iraque e Afeganistão, e em discussões sobre políticas públicas e seus impactos secundários.
Conflitos sociais
O uso de 'danos colaterais' em contextos de guerra e violência levanta debates éticos sobre a aceitabilidade de perdas civis como consequência de ações militares ou políticas, gerando discussões sobre responsabilidade e proporcionalidade.
Vida digital
Buscas por 'danos colaterais' aumentam em períodos de conflitos globais. A palavra aparece em discussões online sobre política, economia e eventos sociais, frequentemente associada a consequências negativas e imprevistas.
Representações
A expressão 'danos colaterais' é frequentemente utilizada em noticiários, documentários e filmes de guerra ou suspense para descrever as consequências não intencionais de ações militares ou criminosas, muitas vezes focando no impacto sobre civis.
Comparações culturais
Inglês: 'collateral' (com sentidos similares de garantia financeira e danos secundários). Espanhol: 'colateral' (também usado em finanças e para efeitos secundários). Francês: 'collatéral' (mesma origem e usos). Italiano: 'collaterale' (semelhante).
Relevância atual
A palavra 'colateral' mantém sua relevância em contextos financeiros (garantias) e, de forma proeminente, na discussão de efeitos secundários e não intencionais de ações humanas, especialmente em cenários de conflito, política e economia. O termo 'danos colaterais' é um jargão amplamente compreendido.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'collateralis', que significa 'ao lado', 'paralelo', 'adjacente'. Originalmente, referia-se a algo que estava ao lado, em paralelo, sem ser o principal. A entrada no português, especialmente no Brasil, ocorreu de forma mais tardia, influenciada pelo uso em contextos jurídicos e financeiros.
Uso Jurídico e Financeiro
Séculos XIX/XX — A palavra 'colateral' ganha força no vocabulário jurídico e financeiro, referindo-se a garantias (bens dados como segurança para um empréstimo) ou a danos secundários. O termo 'garantia colateral' torna-se comum em transações.
Popularização e Novos Usos
Anos 2000 - Atualidade — A palavra 'colateral' expande seu uso para além do jurídico/financeiro, sendo aplicada a efeitos secundários, não intencionais ou paralelos de ações, eventos ou políticas. O termo 'danos colaterais' ganha destaque na mídia, especialmente em contextos de conflitos militares e políticas públicas.
Do inglês 'collateral', do latim 'collateralis', de 'con-' (junto) + 'latus, lateris' (lado).