compartilhavam-se
Do latim 'compartire', que significa dividir, repartir.
Origem
Do latim 'compartire', que significa dividir, repartir, participar. Formado pela junção de 'cum' (com) e 'partire' (dividir).
Mudanças de sentido
Dividir bens materiais, terras ou responsabilidades entre pessoas ou grupos.
Manutenção do sentido de dividir, mas com aplicação a conceitos abstratos como ideias e sentimentos.
Compartilhar informações, arquivos, fotos, vídeos, opiniões e experiências em plataformas online.
A forma 'compartilhavam-se' pode aparecer em narrativas históricas ou literárias descrevendo ações passadas de divisão de recursos ou conhecimento, contrastando com o uso mais direto e frequente de 'compartilhavam' no presente digital.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e crônicas medievais em português arcaico, indicando a partilha de propriedades ou rendas.
Momentos culturais
Presente em romances históricos e relatos de viagens, descrevendo a partilha de recursos em expedições ou comunidades.
Uso em discursos sobre cooperação e trabalho em equipe, especialmente em contextos acadêmicos e profissionais.
A forma 'compartilhavam-se' aparece em obras literárias que revisitam o passado, contrastando com o uso massivo de 'compartilhar' na internet.
Vida digital
A forma 'compartilhavam-se' é rara em contextos digitais modernos, sendo substituída por 'compartilhavam' ou 'compartilharam' para descrever ações passadas. O conceito de partilha é central na internet.
O verbo 'compartilhar' em si é um dos mais usados na internet, mas a forma pronominal reflexiva 'compartilhavam-se' é mais comum em textos formais ou literários.
Comparações culturais
Inglês: 'shared' (passado simples) ou 'used to share' (costumavam compartilhar). O 'se' reflexivo em português não tem um equivalente direto e comum em inglês para este contexto. Espanhol: 'compartían' (pretérito imperfeito) ou 'se compartían' (reflexivo). O uso do pronome 'se' é mais flexível e comum em espanhol para indicar reciprocidade ou reflexividade. Francês: 'partageaient' (imparfait). O francês também usa o pronome reflexivo 'se' ('ils se partageaient').
Relevância atual
A forma 'compartilhavam-se' é predominantemente encontrada em textos literários, históricos ou acadêmicos que descrevem ações passadas de divisão ou posse comum. No uso cotidiano e digital, a forma sem o pronome reflexivo ('compartilhavam') é mais comum para descrever ações passadas.
O conceito de partilha, no entanto, é fundamental na sociedade contemporânea, especialmente com a ascensão das redes sociais e da economia colaborativa, embora a forma verbal específica 'compartilhavam-se' seja menos frequente.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. — Deriva do latim 'cum' (com) e 'partire' (dividir, repartir), formando 'compartire', que significava dividir, repartir, participar.
Entrada no Português e Idade Média
Século XIII-XIV — A palavra 'compartilhar' e suas formas verbais entram no português arcaico, com o sentido de dividir bens, terras ou responsabilidades. O pronome 'se' é adicionado para formar a voz reflexiva ou passiva.
Evolução no Português Moderno
Séculos XVI-XIX — O uso de 'compartilhavam-se' se consolida em textos literários e administrativos, mantendo o sentido de dividir ou ter em comum, mas com uma formalidade crescente.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX-XXI — 'Compartilhavam-se' é usado em contextos formais e informais, com a ascensão da internet, o termo ganha novas nuances, referindo-se à partilha de informações, experiências e conteúdo digital.
Do latim 'compartire', que significa dividir, repartir.