compleição
Do latim 'complexio, -onis', derivado de 'complecti', que significa abraçar, envolver.
Origem
Do latim 'complexio, complexionis', significando 'mistura, combinação, temperamento', originado da teoria humoral que explicava a saúde e o temperamento pela combinação de quatro fluidos corporais.
Mudanças de sentido
Combinação de humores corporais (sangue, fleuma, bílis amarela, bílis negra) determinando saúde e temperamento.
Evolução para a constituição física geral, estrutura corporal e aparência do indivíduo.
Descrição da estrutura corporal, robustez, fragilidade e aparência física em geral. Termo comum em contextos médicos e descritivos.
Primeiro registro
A palavra 'compleição' (ou formas arcaicas similares) aparece em textos médicos e literários do português arcaico, refletindo o conhecimento da época sobre a teoria humoral.
Momentos culturais
A descrição da 'compleição' era comum em romances e tratados médicos, associada à ideia de 'bom temperamento' ou 'má constituição', influenciando a percepção social da saúde e do caráter.
Em manuais de medicina e descrições de personagens na literatura e no cinema, a 'compleição' era um dado físico importante para caracterizar indivíduos.
Representações
Personagens frequentemente descritos por sua 'compleição forte', 'compleição delicada' ou 'compleição robusta', ajudando a construir a imagem do personagem.
Uso recorrente em discussões sobre saúde física, nutrição e bem-estar, descrevendo a estrutura corporal como fator de predisposição a certas condições.
Comparações culturais
Inglês: 'complexion' (originalmente referia-se à combinação de humores, mas hoje é mais usado para a cor e condição da pele, embora 'constitution' ou 'build' sejam mais próximos do sentido físico geral de 'compleição'). Espanhol: 'complexión' (muito similar ao português, referindo-se à constituição física, temperamento e aparência geral). Francês: 'complexion' (também com origem na teoria humoral, mas hoje mais associado à cor da pele ou ao temperamento). Italiano: 'complexione' (semelhante ao português e espanhol, indicando constituição física e temperamento).
Relevância atual
A palavra 'compleição' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo descritivo para a constituição física e aparência geral. É frequentemente usada em contextos médicos, em discussões sobre saúde e bem-estar, e em descrições informais de pessoas. Embora termos como 'tipo físico' ou 'estrutura corporal' também sejam comuns, 'compleição' carrega uma nuance histórica ligada à ideia de uma constituição inerente e duradoura.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'complexio, complexionis', que significa 'mistura, combinação, temperamento', referindo-se à combinação dos quatro humores corporais (sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra) que, segundo a teoria humoral, determinavam a saúde e o temperamento de uma pessoa. A palavra entrou no português arcaico com este sentido médico e fisiológico.
Evolução do Sentido para a Constituição Física
Séculos XVII-XIX — O sentido da palavra evolui de uma combinação de humores para a constituição física geral de um indivíduo, incluindo sua estrutura óssea, muscular e aparência. Começa a ser usada para descrever a robustez ou fragilidade do corpo, a forma como ele se apresenta.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade — No português brasileiro, 'compleição' é amplamente utilizada para descrever a constituição física geral de uma pessoa, sua estrutura corporal e aparência, muitas vezes com conotações de saúde, robustez ou fragilidade. É um termo comum em contextos médicos, descrições físicas e conversas cotidianas.
Do latim 'complexio, -onis', derivado de 'complecti', que significa abraçar, envolver.