comunicaram-a
Derivado do latim 'communicare'.
Origem
Deriva do latim 'communicare', significando 'tornar comum', 'compartilhar', 'participar'. A forma verbal 'comunicaram' é a 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, e '-a' é o pronome oblíquo átono 'a' em ênclise.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'tornar comum' ou 'transmitir informação' se mantém. A forma 'comunicaram-a' implicava a ação de transmitir algo a uma entidade feminina singular.
O sentido do verbo 'comunicar' permaneceu estável, mas a forma 'comunicaram-a' sofreu uma mudança de percepção quanto à sua naturalidade e frequência de uso, tornando-se mais formal ou literária.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como crônicas e documentos notariais, que utilizavam a ênclise como padrão. A data exata para 'comunicaram-a' é difícil de precisar, mas a estrutura é inerente à evolução da língua a partir do latim.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que seguem as normas gramaticais da época, onde a ênclise era comum. Exemplos podem ser encontrados em crônicas históricas, romances de cavalaria e textos religiosos.
A discussão sobre a colocação pronominal, incluindo a ênclise em 'comunicaram-a', tornou-se um tópico recorrente em gramáticas a partir do século XVIII, refletindo a mudança na norma culta.
Conflitos sociais
A preferência pela próclise em detrimento da ênclise em muitos contextos gerou debates sobre o 'bom uso' da língua, associando a ênclise a um registro mais formal ou até 'antiquado', enquanto a próclise era vista como mais moderna e informal. 'Comunicaram-a' pode ser percebida como um marcador de formalidade ou de um registro linguístico específico.
Vida digital
A forma 'comunicaram-a' raramente aparece em contextos digitais informais. Em buscas online, pode surgir em artigos acadêmicos sobre linguística, história da língua portuguesa ou em citações de textos antigos. Não há registro de viralização ou uso em memes como uma unidade lexical isolada.
Comparações culturais
Inglês: O inglês moderno não possui flexão verbal com pronomes oblíquos em ênclise. A estrutura seria algo como 'they communicated it (to her)', onde o pronome objeto vem após o verbo, mas não é enclítico à forma verbal. Espanhol: O espanhol também utiliza a ênclise em certas construções ('comunicáronselo'), mas a forma específica 'comunicaron-a' (referindo-se a um objeto direto feminino singular) seria 'se lo comunicaron' ou 'le comunicaron', dependendo do contexto e da região, com o pronome geralmente antes do verbo conjugado ou em construções específicas. A ênclise é mais comum com infinitivos, gerúndios e imperativos.
Relevância atual
A forma 'comunicaram-a' é gramaticalmente correta, mas sua relevância no uso cotidiano do português brasileiro é baixa. É mais provável encontrá-la em contextos acadêmicos, literários ou em discussões sobre a história da gramática portuguesa. Sua compreensão é imediata para falantes nativos, mas sua produção espontânea é rara.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'comunicar' deriva do latim 'communicare', que significa 'tornar comum', 'compartilhar', 'participar'. A forma 'comunicaram-a' surge da conjugação verbal na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo ('comunicaram') com a adição do pronome oblíquo átono 'a' em ênclise, uma construção comum no português arcaico e medieval.
Evolução Gramatical e Uso em Textos
Séculos XIV a XVIII - A ênclise do pronome oblíquo átono era a norma gramatical predominante, especialmente no início de frases e após vírgulas. 'Comunicaram-a' seria uma forma natural em textos literários e documentos da época, referindo-se a uma comunicação direcionada a um objeto feminino singular.
Mudança na Norma Gramatical e Uso Moderno
Séculos XIX e XX - Com a consolidação da gramática normativa e a influência do português europeu, a próclise (pronome antes do verbo) começou a ganhar espaço, especialmente em contextos informais e em início de frase. A ênclise, como em 'comunicaram-a', passou a ser vista como mais formal ou literária, e em alguns contextos, como incorreta, embora ainda presente em certas construções e dialetos.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI - A forma 'comunicaram-a' é rara no português brasileiro falado e escrito contemporâneo, sendo mais provável em textos formais, literários ou em contextos que intencionalmente buscam um registro arcaico. A tendência geral é a próclise ('a eles comunicaram' ou 'eles comunicaram a ela') ou a omissão do pronome quando o contexto é claro. No entanto, a estrutura ainda é gramaticalmente válida e compreensível.
Derivado do latim 'communicare'.