conceder-lhes-emos-o-acesso
Formado pela combinação do verbo 'conceder', pronomes oblíquos átonos 'lhes' e 'o', e o substantivo 'acesso', com a desinência verbal de primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo '-emos'.
Origem
Deriva do latim 'concedere' (dar, permitir, ceder), com a adição de pronomes oblíquos ('lhes', 'o') e a conjugação verbal arcaica do verbo 'haver' ('emos') no futuro do presente, acrescido do substantivo 'acesso'.
Mudanças de sentido
O sentido era de 'permitir que a eles/elas seja dado o acesso', com uma forte conotação de formalidade e autoridade.
A estrutura em si é raramente usada, mas o sentido de 'permitir o acesso a alguém' é comum, expresso por formas mais modernas como 'concederemos o acesso a eles' ou 'vamos dar acesso a eles'. A forma arcaica carrega um peso de formalidade extrema e distanciamento.
A complexidade da frase 'conceder-lhes-emos-o-acesso' a torna quase um artefato linguístico. Seu sentido literal de permissão de acesso é claro, mas seu uso prático é limitado a contextos acadêmicos de estudo da língua ou a uma tentativa deliberada de soar extremamente formal ou arcaico, o que pode ser interpretado como pedante ou irônico no Brasil.
Primeiro registro
Não há um registro único e específico para a frase exata 'conceder-lhes-emos-o-acesso', mas a estrutura gramatical e a conjugação remontam a textos em português arcaico, onde a mesóclise e a colocação enclítica eram a norma em registros formais. Exemplos de estruturas similares podem ser encontrados em documentos legais e literários dos séculos XIII a XV.
Momentos culturais
Em documentos oficiais, cartas formais e literatura erudita, estruturas com mesóclise e colocação enclítica eram comuns, embora a frase exata possa não ter sido registrada. A formalidade era um valor cultural importante.
Com a evolução da língua e a simplificação gramatical, especialmente no Brasil, o uso de tais estruturas tornou-se cada vez mais raro, sendo associado a um registro excessivamente formal ou antiquado.
Vida digital
A frase 'conceder-lhes-emos-o-acesso' é raramente encontrada em buscas online, exceto em discussões sobre gramática histórica, exemplos de mesóclise ou como um exemplo de linguagem arcaica. Não há registros de viralização ou uso em memes, pois sua complexidade e formalidade a tornam inadequada para a comunicação digital informal.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura equivalente em inglês seria algo como 'We shall grant them the access', usando o futuro modal 'shall' e a colocação pronominal formal. No entanto, o inglês moderno prefere formas mais diretas como 'We will grant them access' ou 'We'll give them access'. Espanhol: Em espanhol, uma construção similar seria 'les concederemos el acceso', que é gramaticalmente correta e pode ser usada em contextos formais, mas o espanhol moderno também tende a preferir estruturas mais diretas ou o uso de 'vamos a concederles el acceso'. A mesóclise como no português 'conceder-lhes-emos' não existe no espanhol. Francês: Em francês, seria 'nous leur accorderons l'accès', que é uma forma formal e correta, mas o uso de 'on leur accordera l'accès' ou 'vamos a darles acceso' é mais comum no dia a dia.
Relevância atual
No português brasileiro atual, a frase 'conceder-lhes-emos-o-acesso' é um exemplo de arcaísmo gramatical. Sua relevância reside principalmente no estudo da história da língua, na análise de textos antigos ou como um recurso estilístico para evocar um tom de extrema formalidade, autoridade ou até mesmo ironia. No uso cotidiano, é completamente substituída por construções mais simples e diretas.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'conceder' deriva do latim 'concedere', que significa 'dar, permitir, ceder'. O pronome 'lhes' é uma contração do pronome oblíquo átono 'a eles' ou 'a elas'. O pronome 'o' é um pronome oblíquo átono. O verbo 'haver' (na forma 'emos' do futuro do presente) e o infinitivo 'acesso' completam a estrutura. A forma 'conceder-lhes-emos-o-acesso' é uma construção gramatical arcaica e formal.
Evolução Gramatical e Uso Formal
Séculos XIV a XIX - A colocação pronominal enclítica (depois do verbo) era comum na língua portuguesa, especialmente em registros formais e literários. A forma 'conceder-lhes-emos-o-acesso' seria gramaticalmente correta, mas já soaria pedante e incomum mesmo em períodos anteriores ao século XX.
Uso Contemporâneo e Arcaísmo
Século XX e Atualidade - A estrutura 'conceder-lhes-emos-o-acesso' é considerada extremamente formal e arcaica no português brasileiro contemporâneo. O uso comum seria 'concederemos o acesso a eles/elas' ou, mais informalmente, 'vamos conceder o acesso a eles/elas'. A colocação pronominal proclítica (antes do verbo) ou mesoclítica (no meio do verbo, como em 'conceder-lhes-emos') é rara no Brasil, sendo mais comum em Portugal em contextos muito formais. A forma específica 'conceder-lhes-emos-o-acesso' é praticamente inexistente no uso falado e escrito moderno, exceto talvez em citações de textos muito antigos ou como exemplo de gramática histórica.
Formado pela combinação do verbo 'conceder', pronomes oblíquos átonos 'lhes' e 'o', e o substantivo 'acesso', com a desinência verbal de pr…