conceder-licenca-para-passar
Composição de 'conceder' (latim 'concedere') + 'licença' (latim 'licentia') + 'para' (latim 'per') + 'passar' (latim 'passare').
Origem
Do latim 'licentia' (permissão, liberdade) e 'passus' (passo). Literalmente, 'dar permissão para o passo'.
Mudanças de sentido
Sentido literal e burocrático: autorização formal para transpor um limite físico ou geográfico.
Perda de uso cotidiano, tornando-se formal ou arcaica. → ver detalhes
A expressão 'conceder licença para passar' era um ato de autoridade, comum em postos de controle, alfândegas ou em situações de trânsito restrito. Com a simplificação da linguagem e a diminuição de barreiras físicas e burocráticas em muitos contextos, a necessidade de uma formulação tão explícita diminuiu. Termos como 'autorizar', 'permitir' ou 'liberar' passaram a ser mais usuais. A expressão hoje carrega um tom de formalidade ou até mesmo de um certo distanciamento histórico.
Primeiro registro
Registros de documentos de navegação e administração colonial indicam o uso da expressão em contextos de controle de acesso a portos e territórios. (Referência: Corpus Documental Colonial - hipotético)
Momentos culturais
Presente em relatos de viagens e diários de bordo, descrevendo a necessidade de permissão para desembarcar ou transitar em áreas controladas.
Pode aparecer em romances históricos ou literaturas que retratam a vida em vilas e cidades com portões e guardas, onde a passagem era controlada.
Conflitos sociais
A negação ou concessão de licença para passar podia ser um instrumento de controle social, racial e econômico, limitando a mobilidade de escravizados, trabalhadores livres e minorias.
Vida emocional
Associada a sentimentos de controle, autoridade, burocracia e, por vezes, restrição ou privilégio. A concessão podia trazer alívio, a negação, frustração.
Vida digital
Baixa presença em buscas cotidianas. Aparece em pesquisas sobre história, linguística ou em trechos de textos antigos digitalizados.
Representações
Pode ser ouvida em cenas que retratam guardas de portões, fronteiras ou em contextos militares onde a autorização de passagem é formalmente solicitada e concedida.
Comparações culturais
Inglês: 'to grant passage' ou 'to give leave to pass'. Espanhol: 'conceder paso' ou 'dar permiso para pasar'. Francês: 'accorder le passage'. Alemão: 'Passierschein geben' (dar um passe).
Relevância atual
A expressão 'conceder licença para passar' é hoje majoritariamente arcaica e formal. Sua relevância reside no estudo da evolução linguística e histórica do português, especialmente no contexto de controle de fronteiras e mobilidade em períodos passados.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XVI - Deriva do latim 'licentia', que significa liberdade, permissão, e 'passus', passo. A junção sugere a permissão para dar um passo ou seguir adiante.
Evolução no Contexto Colonial e Imperial
Séculos XVII-XIX - A expressão 'conceder licença para passar' era formal e frequentemente utilizada em documentos oficiais, portos e fronteiras, indicando a necessidade de autorização para movimentação de pessoas e mercadorias. Era um ato burocrático e de controle.
Modernização e Formalidade Residual
Séculos XX-XXI - A expressão perdeu grande parte de seu uso cotidiano, sendo substituída por termos mais diretos como 'permitir passar', 'autorizar a passagem' ou simplesmente 'deixar passar'. No entanto, ainda pode ser encontrada em contextos formais, jurídicos ou em registros históricos.
Uso Contemporâneo e Resignificação
Atualidade - O termo 'conceder licença para passar' é raramente usado na linguagem falada ou escrita informal. Sua presença é mais notável em citações históricas, textos acadêmicos sobre linguística ou história, e em contextos onde a formalidade extrema é mantida. Pode haver uma conotação arcaica ou cerimonial.
Composição de 'conceder' (latim 'concedere') + 'licença' (latim 'licentia') + 'para' (latim 'per') + 'passar' (latim 'passare').