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concedeu-se-que

Combinação do verbo 'conceder' (latim 'concedere') com o pronome reflexivo 'se' e a conjunção 'que'.

Origem

Século XVI

Deriva do verbo 'conceder' (do latim 'concedere', que significa dar, permitir, admitir) combinado com o pronome reflexivo 'se' e a conjunção 'que'. A estrutura 'concedeu-se que' indica uma ação passada (conceder) realizada de forma reflexiva ou impessoal, seguida por uma oração subordinada introduzida por 'que'.

Mudanças de sentido

Séculos XVII a XIX

Originalmente, a expressão era usada para introduzir uma hipótese ou um ponto de partida aceito como verdadeiro para fins de argumentação, sem necessariamente implicar prova. Era uma forma de estabelecer um 'fato' ou uma 'premissa' em debates.

Século XX e Atualidade

O sentido principal de introduzir uma premissa aceita permanece, mas seu uso se restringe a contextos mais formais. Pode ser empregada com um tom de ceticismo ou ironia, para destacar a falta de base ou a aceitação ingênua de uma ideia.

Em alguns contextos, pode ser usada para criticar a 'verdade' estabelecida por convenção ou autoridade, sugerindo que algo foi 'concedido' como verdade sem merecer tal status. A expressão 'concedeu-se que' pode carregar um peso de crítica implícita à falta de rigor.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos filosóficos e jurídicos da época, onde a estrutura era utilizada para estabelecer premissas em raciocínios formais. A documentação exata do primeiro uso é difícil de precisar, mas a estrutura gramatical se consolida nesse período.

Momentos culturais

Séculos XVII a XIX

Presente em debates filosóficos e científicos, como em obras de pensadores que estabeleciam 'postulados' ou 'axiomas' para suas teorias. Era uma ferramenta retórica e lógica comum em universidades e círculos intelectuais.

Século XX

Aparece em textos acadêmicos de diversas áreas, como direito, filosofia e linguística, mantendo seu caráter formal. Sua presença em obras literárias é mais rara e geralmente em contextos que mimetizam o discurso formal ou acadêmico.

Comparações culturais

Inglês: 'It is granted that' ou 'Let it be granted that'. Espanhol: 'Se concede que' ou 'Dése por supuesto que'. Ambas as línguas possuem construções similares para introduzir premissas aceitas em argumentações formais. O francês usa 'Soit que' ou 'Admettons que'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'concedeu-se que' é raramente usada na linguagem cotidiana no Brasil. Sua relevância se concentra em nichos acadêmicos, jurídicos e em discussões filosóficas onde a precisão terminológica é crucial. Pode ser encontrada em artigos científicos, teses, dissertações e pareceres legais. Em contextos informais, seu uso pode soar arcaico ou excessivamente formal, a menos que seja empregado com intenção irônica ou para citar um argumento específico.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir do verbo 'conceder' (do latim concedere) e do pronome reflexivo 'se', com a adição da conjunção 'que'. A estrutura 'concedeu-se que' surge como uma forma de introduzir uma proposição que se assume como verdadeira ou aceita.

Evolução e Uso Acadêmico

Séculos XVII a XIX - Predominantemente utilizada em contextos formais, acadêmicos e filosóficos para introduzir premissas ou axiomas em argumentações lógicas e científicas. Era comum em tratados e debates intelectuais.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Século XX e Atualidade - Embora menos frequente no discurso coloquial, a expressão mantém seu uso em textos acadêmicos e jurídicos. Pode aparecer em contextos irônicos ou para criticar a aceitação acrítica de ideias.

concedeu-se-que

Combinação do verbo 'conceder' (latim 'concedere') com o pronome reflexivo 'se' e a conjunção 'que'.

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